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Escola Bíblica Dominical - 4º Trimestre 2017 - Lição Nr 04

Canal Luisa Criativa

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Minizinha

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Os Demônios Existem?

Existiu o Demônio Geraseno?

 "Ao chegar ao outro lado, ao país dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois endemoniados, saindo dos túmulos. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho. E eis que puseram-se a gritar: 'Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?' Ora, a certa distância deles, havia uma manada de porcos que pastavam. Os demônios lhe imploravam, dizendo: 'Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos' Jesus lhes disse: 'Ide'. Eles, saindo, foram para os porcos e logo toda a manada se precipitou no mar, do alto de um precipício, e pereceu nas águas."[Mateus 8:28-32]

  "Navegaram em direção à região dos gerasenos, que está do lado contrário da Galiléia. Ao pisarem terra firme, veio ao seu encontro um homem da cidade, possesso de demônios.  Havia muito que andava sem roupas e não habitava em casa alguma, mas em sepulturas. Logo que viu a Jesus começou a gritar, caiu-lhe aos pés e disse em alta voz: 'Que queres de mim, Jesus filho do Deus altíssimo? Peço-te que não me atormentes' Jesus com efeito, ordenava ao espírito impuro que saísse do homem, pois se apossava dele com frequência. Para guardá-lo, prendiam-no com grilhões e algemas, mas ele arrebentava as correntes e era impelido pelo demônio para os lugares desertos. Jesus perguntou-lhe: 'Qual é o teu nome?' - 'Legião', respondeu, porque muitos demônios haviam entrado nele. E rogavam-lhe que não os mandasse ir para o abismo. Ora, havia ali, pastando na montanha, numerosa manada de porcos. Os demônios rogavam que Jesus lhes permitisse entrar nos porcos. E ele o permitiu. Os demônios então saíram do homem, entraram nos porcos e a manada se arrojou pelo precipício, dentro do lago, e se afogou."[Lucas 8:26-33]

 "Chegaram do outro lado do mar, à região dos gerasenosLogo que Jesus desceu do barco, caminhou ao seu encontro, vindo dos túmulos, um homem possuído por um espírito impuro: habitava no meio das tumbas e ninguém podia dominá-lo, nem mesmo com correntes. Muitas vezes já o tinham prendido com grilhões e algemas, mas ele arrebentava os grilhões e estraçalhava as correntes, e ninguém conseguia subjugá-lo. E, sem descanso, noite e dia, perambulava pelas tumbas e pelas montanhas, dando gritos e ferindo-se com pedras. Ao ver Jesus, de longe, correu e prostrou-se diante dele, clamando em alta voz: 'Que queres de mim, Jesus, filho do Deus altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!' Com efeito, Jesus lhe disse: 'Sai deste homem, espírito impuro!' E perguntou-lhe: 'Qual é o seu nome?' Respondeu: 'Legião é meu nome, porque somos muitos'. E rogava-lhe insistentemente que não os mandasse para fora daquela região. Ora, havia ali, pastando na montanha, uma grande manada de porcos. Rogavam-lhe, então, os espíritos impuros dizendo: 'Manda-nos para os porcos, para que entremos neles.' Ele o permitiu. E os espíritos saíram, entraram nos porcos e a manada - cerca de dois mil - se arrojou no precipício abaixo, e se afogavam no mar."[Marcos 5:1-13]

Comentário da Bíblia de Jerusalém sobre o relato de Marcos: "A aldeia de Gerasa, a atual Djerash, está situada a mais de 50 km do lago de Tiberíades, o que torna impossível o episódio dos porcos. É possível que Mc misture dois episódios distintos. Conforme o primeiro, Jesus teria realizado simples exorcismo, na região de Gerasa (vv. 1-8.18-20). Conforme o segundo (cf. Mt 8,28-34), Jesus manda os demônios para os porcos que se precipitam no lago." [Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2008, p.1765]

A interpretação típica desta passagem é a literal. Jesus encontra um possesso na região da Decápolis e pratica ali um exorcismo. Aquilo, no entanto, que parece ser mais um dos vários exorcismos praticados por Jesus pode, na verdade, ser outra coisa bem diversa daquilo que aparenta.

Essa passagem está cheia de possíveis complicadores, dado que não era de se supor a presença de uma criação de suinos entre judeus. De qualquer forma, para que possamos compreender a questão dos porcos, deve-se pontuar que a região de Gerasa (vista em Marcos) ou Gadara (vista em Mateus) fica na região da Decápolis (atual Jordânia), fora da Judéia. Logo, a presença de uma criação de porcos nessa região não é improvável, dado que era habitada por uma cultura não-judaica em sua maioria. Um outro dado relevante é a distância destas cidades até o mar. Gerasa fica a 48 km do Lago [mar] da Galiléia. Fica também a uma distância semelhante do Mar Morto.Já Gadara fica a 9,6 km. Conferira aqui o mapa da região. Seria realmente um evento grosteco a imagem de 2 mil porcos percorrendo uma verdadeira maratona para se suicidarem.

Mateus nos fala sobre dois endemoniados. Essa parece ser, na verdade, uma opção redacional peculiar do evangelista. Da mesma forma encontramos dois cegos em Jericó (Mt 20,30) e dois cegos em Betsaida (9,29). Tais "duplos" parecem ser um recuro estilístico mateano.

Por outro lado, tal episódio é apenas a imagem de algo bem diverso daquilo que uma interpratação literal possa transparecer. Ela se refere ao império romano. Podemos encontrar referências no Talmud e em outros textos judaicos nos quais os gentios são associados chamados de porcos, cães ou bestas.  Em uma destas passagens, encontramos: "As almas de não-judeus vem de espíritos impuros e são chamadas porcos" Talmud (Jalkut Rubeni gadol 12b). [para maiores detalhes, conferir aqui].





Na verdade, o próprio Jesus se referiu a eles nestas palavras [caso da mulher cananéia]. O nome do demônio que possuía o corpo daquele indivíduo (Mateus fala de dois endemoniados) nos dá a pista central - trata-se de uma legião. Não é atoa que se contava na casa dos milhares o seu número. Provavelmente o autor original de tal passagem se referia à X legião Fretensis.

Este texto não trata da expulsão física de demônios, mas é, na verdade, mapa cifrado da expulsão do império e da instauração do Reino de Deus, por Jesus. A saída do demônio é a libertação da opressão imposta pelo domínio romano.

Mas como poderíamos demonstrar tal hipótese?

Para tal, vamos observar alguns dados sobre a marcha das tropas romanas quando da guerra contra os judeus entre 66-73 d.C. Percebam como foi a política de destruição e terra arrasada imposta pelos Romanos à Gerasa e Gadara [segundo Flávio Josefo em seu Guerras Judaicas] :



Gerasa

"Ânio [o oficial comandante] tomou a cidade de assalto, matou mil jovens — todos aqueles que não tinham escapado —, aprisionou mulheres e crianças e permitiu que seus soldados saqueassem os bens. Finalmente incendiou as casas e marchou contra as aldeias circunvizinhas. Os que podiam, fugiram, os inválidos pereceram e tudo o que restou foi destruído pelas chamas" (G.J. 4.488-89) citado por HORSLEY, Richard & HANSON, John. Bandidos, profetas e messias: movimentos populares no tempo de Jesus. São Paulo: Paulus, 1995, p.190.



Gadara

A cidade de Gadara foi tomada pelos romanos sem muito esforço, dado que a elite da cidade secretamente fez um acordo com os romanos para protegerem seus bens. Porém... Os rebeldes fugiram da cidade... O que lhes foi feito?

"Vespasiano mandou Plácido com 500 homens de cavalaria e 3000 de infantaria perseguir aqueles que haviam fugido de Gadara... Quando os fugitivos subitamente viram a cavalaria em sua perseguição, invadiram uma aldeia chamada Betenabris antes de iniciar qualquer batalha. Plácido ordenou um ataque e após uma renhida batalha, que se estendeu até a noite, capturou as muralhas e toda a aldeia. Os não-combatentes foram mortos em massa, enquanto os fisicamente mais capazes fugiram. Os soldados saquearam as casas e depois incendiaram a aldeia. Entrementes, aqueles que tinham fugido agitaram a zona rural."


Acabaram pois se refugiando em Jericó:

"Plácido, baseando-se na sua cavalaria e animado por seus sucessos anteriores, perseguiu-os até o Jordão, matando a todos os que podiam capturar... Seu caminho até a região era um longo rastro de carnificina, e o Jordão... e o mar Morto ficaram cheios de cadáveres..." [G J, citado por HORSLEY, p.190-1]
Moeda romana - X Legião Fretensis




Sentiram alguma semelhança com uma grande trajetória percorrida pela legião perseguidora romana e pelos rebeldes perseguidos israelitas [De Gadara até ................................ os corpos serem jogados no mar] - boiando?



Nunca houve um tal milagre de Jesus expulsando um demônio chamado Legião de um possuído na região da Decápolis. E nem muito menos tais demônios entraram dentro de porcos que saíram percorrendo distâncias de 50 km até se jogarem ao mar. Nada disso aconteceu. Seria de fato a coisa mais maluca ver a enorme maratona dos milhares de porcos se jogando ao mar, praticamente enfartados de tanto correrem.



O relato dos evangelistas em nada tem a ver com um exorcismo praticado por Jesus pessoalmente. O que está contido nessa passagem é uma mensagem sutil de combate ao império romano. A região da Palestina
está possuída. E este demônio é Roma. Gerasa e Gadara simbolizam o mal perpetrado pelo domínio.

O evento histórico da chacina e destruição em massa perpetrada pelas tropas e legiões de Vespasiano estão bem nítidos na pele do evangelista que está escrevendo pouco após tais chacinas. A perseguição e morte dos rebeldes israelitas por vários e vários Km até chegarem ao mar morto e ao Jordão são invertidos pela narrativa do evangelista.

A implantação do Reino de Deus significa a expulsão do demônio [Roma] - a Legião expulsa [os porcos gentios] se precipita ao mar. O evento histórico é revertido na ótica do evangelista. Na implantação do Reino de Deus, são os romanos [a legião de demônios] que serão expulsos e destruídos.



Ps. O recém-publicado texto: "Gadara, Gerasa, os porcos e a Legio Frentesis" por Jones F. Mendonça nos trouxe este novo insight sobre o símbolo da heráldica da X Legião Fretensis. Trata-se exatamente de um Javali ou Porco Selvagem.

Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://adcummulus.blogspot.com.br/

terça-feira, 27 de junho de 2017

LIÇÃO 01 - INSPIRAÇÃO DIVINA E AUTORIDADE DA BÍBLIA

domingo, 25 de junho de 2017

Jesus!

quinta-feira, 22 de junho de 2017

6 Sintomas de Transtorno Emocional



6 sintomas que podem indicar um transtorno emocional


Conheça alguns sinais que podem indicar transtornos mentais e comportamentais


Alterações no funcionamento da mente, do humor, do raciocínio e do comportamento afetam o desempenho e a vida de milhares de pessoas, e estão entre as três principais causas de incapacitação para o trabalho no Brasil. O país concentra o maior número de casos de depressão na América Latina (11,5 milhões) e de ansiedade no mundo (18,6 milhões), segundo informações da OMS. Para a psicóloga Sandra Gaya, uma das idealizadoras do projeto social itinerante Annitas Pensem Fora da Caixa!, voltado ao empoderamento de alto impacto como medida de prevenção aos inúmeros transtornos, as mudanças podem não ser notadas de gradativamente.
Estar atento e observar a frequência e a intensidade dos sintomas é o mais aconselhado. Por isso, separamos 6 sintomas que podem indicar que a pessoa esteja desenvolvendo um transtorno emocional e comportamental, segundo a psicóloga Sandra Gaya, confira:
1) Isolamento social
“É normal sentir a necessidade de ficar sozinho um pouco ou preferir uma rotina caseira ao lado da família. Mas, se a pessoa tem uma rotina social e muda repentinamente, e passa a recusar convites dos amigos, a não interagir com a mesma frequência, ou se afasta das pessoas, pode não ser um bom sinal. Ter falta de ânimo para trabalhar, para estudar ou realizar atividades que sempre foram prazerosas são alguns motivos para ficar alerta”, comenta a especialista em empoderamento feminino de alto impacto, a psicóloga Sandra Gaya.
2) Baixa autoestima
A insegurança, o perfeccionismo exacerbado e a falta de cuidado pessoal perceptível indicam a baixa autoestima. Segundo a psicóloga, a pessoa não se permite errar e tem medo ou vergonha de si mesma, pois está sempre preocupada com o que vão falar sobre ela. Ou então, passa a não ter o mesmo cuidado com os cabelos e unhas, por exemplo. Outra prática comum que demonstra a baixa autoestima é o consumo em excesso de alimentos e bebida alcoólica, que podem gerar sobrepeso, bem como dependência emocional pela comida e bebida.
3) Irritabilidade
Quando a irritabilidade está relacionada a um acontecimento específico ou esporádico é normal. O alerta é para quando esse sentimento se torna algo constante e sem motivo aparente. “Deve se ter um maior cuidado quando a pessoa explode facilmente e de forma constante, se torna intolerante aos incômodos, não consegue controlar impulsos emocionais, age com agressividade e tem pensamentos destrutivos em relação aos outros ou a si mesmo. Nesse caso, ela precisa de ajuda. Pessoas com alteração de humor intensa também tendem a tomar ansiolíticos ou antidepressivos de forma desenfreada e sem prescrição médica. A automedicação mascara a origem do que de fato precisa ser combatido, fazendo com que a disfunção emocional e comportamental fique cada vez mais acentuada”, explica Sandra Gaya.
4) Esquecimento
O esquecimento repentino pode estar ligado ao estresse, à falta de vitaminas, ao alcoolismo e outros fatores como a falta de atenção ou de foco. Também pode estar relacionada à privação do sono e até a dificuldade de permanecer parado. São comportamentos que podem causar distúrbios psíquicos, segundo a especialista, e é preciso estar atento para uma rotina saudável.
5) Alterações de hábitos e do humor
A ausência de apetite, a falta de vontade de comer e a diminuição de atividades físicas são sinais de alerta. “As pessoas necessitam de atividades de lazer como leitura, cinema e atividade física além de alimentos saudáveis. Quem entra ‘numa rotina de chatice ou de trabalho’ sem trégua pode ficar doente, além de alterações de humor como estresse, euforia e tristeza profunda. É preciso viver em equilíbrio”, destaca a psicóloga.
6) Sintomas físicos
“As pessoas com depressão possuem baixa tolerância à dor pela diminuição da produção de neurotransmissores”, indica Sandra Gaya. Além disso, o sentimento de frustração, medo ou insegurança pode gerar problemas físicos, como é o caso de alergias, gastrite, úlcera, cefaleia, prisão de ventre, suor, taquicardia e enxaqueca. Como bem lembra a especialista, a mente e o corpo formam um sistema único.
Quando ficar alerta
Se você identificou mais de cinco sintomas e, alguns deles têm prejudicado o seu desempenho profissional ou interação com os amigos e a família, fique alerta! O mais indicado é procurar a ajuda de um profissional da área da saúde o quanto antes.
“Se a pessoa está pra baixo, de corpo presente e mente distante, nada a satisfaz e vê tudo negro ao redor é necessária ajuda médica emergencial. É impossível não ver os sinais, nesse caso. O suicídio, infelizmente uma das consequências da depressão, pode acontecer e ser motivado por uma crise existencial, quando a pessoa perde o objetivo de vida”, explica a psicóloga.
Projeto social previne transtornos emocionais
No Brasil, o projeto social Annitas Pensem Fora da Caixa!, em homenagem à heroína Anita Garibaldi, foi lançado em abril deste ano, primeiramente em Santa Catarina, a servidoras públicas. É voltado ao empoderamento de alto impacto, método inovador na América Latina, e tem como intuito prevenir os altos índices de transtornos emocionais.
“Entendemos empoderamento como a capacidade de um indivíduo provocar as mudanças necessárias para evoluir, se fortalecer e se sentir capaz. Para chegar a esse resultado, o método foi desenvolvido ao longo de cinco anos de estudo e pesquisas em diferentes áreas do conhecimento para trabalhar de forma prática as emoções das participantes”, explica a psicóloga Sandra Gaya, uma das idealizadoras do projeto social.
Fonte de referência, estudos e pesquisa: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle


quinta-feira, 15 de junho de 2017

O Filho da Viúva de Naim


Toda Judéia ficou sabendo da história sobre o filho da viúva de Naim. Naim, que em hebraico significa a bela, a graciosa, era uma aldeia construída próximo ao Hermom, a sudoeste de Nazaré.
Naim está situada na região de Suném, onde morava a sunamita, figura muito conhecida no Antigo Testamento.
Atualmente Naim é uma pequena cidade edificada sobre os escombros da aldeia que existiu.
Jesus percorreu trinta e oito Km, vindo de Cafarnaum, onde curou o escravo de um centurião. Ele pôde chegar a Naim à tarde, horário em que normalmente se realizavam os funerais.
E ele estava acompanhado por muitas pessoas felizes, que glorificavam a Deus pelos sinais que haviam visto. Mas Jesus quando rodeava e subia a encosta que leva à cidade de Naim, encontra um cortejo fúnebre. O morto, um jovem, filho único de uma mãe viúva. O filho da viúva de Naim.
O cortejo fúnebre, seguia em sentido contrário ao de Jesus, para o cemitério, que se localizava (conforme o uso dos hebreus), a certa distância das casas, fora da povoação.
A dez minutos a leste de Naim, ainda hoje são vistos sepulcros abertos na rocha.
E há esse contraste de ânimos. De um lado, uma multidão alegre pelo que presenciaram com Jesus. De outro, parentes e amigos, choravam a morte de um filho querido.
"E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade." Lucas 7:12

A Viúva de Naim

E a mãe do jovem morto, via a tragédia da sua vida se agravar ainda mais. Já havia perdido o marido e passado um sofrimento enorme. Como a mulher naquela época não podia ter emprego e salário, restou ao filho prover o seu sustento.
o filho da viúva de naim O Filho da Viúva de Naim.

Porém com a morte de seu filho, esta viúva sofrida, além do sofrimento da separação pela morte de sua família, estava agora sozinha, sem nenhum meio de sustento. A viúva de Naim estava exposta à solidão e à miséria.
Os moradores da cidade ficaram comovidos ao tomar conhecimento daquela tragédia que se desenhava. Logo se juntou muita gente, abalada pela morte do filho da viúva, ainda mais tocada por seu próprio destino que se revelava entristecedor.

A Ressurreição do Filho da Viúva de Naim

E Jesus ao vê-la, moveu-se de íntima compaixão por ela. Em um lance o mestre entendeu a vida daquela pobre viúva.
O mestre movido em si mesmo, aproxima-se do esquife (uma espécie de urna fúnebre) e o toca. O cortejo é paralisado. Pela lei cerimonial não se podia tocar em um morto. Mas o mestre não se prende à letra, ele não fica insensível ao sofrimento humano.
"E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se, e começou a falar." Lucas 7:14
Nos corações já se podia ouvir murmurações, como pode um judeu tocar um morto? Mas o mestre mostra que é senhor da lei, da vida e da morte. Jesus ordena e o morto se levanta. O mestre carinhosamente o conduz e o entrega a sua mãe.
a ressurreição do filho da viúva de naim A Ressurreição do Filho da Viúva de Naim

Ninguém mais resiste ficar calado. Todos se maravilham e glorificam a Deus! Definitivamente a morte encontrou com a vida naquele dia! O enterro virou festa! Coisas de Jesus.
Um dia pra ficar marcado na história daquela cidade e de todo Israel!
O mundo precisava saber: Todo aquele que crê em Jesus, com certeza, ainda que esteja morto, viverá!
Fonte de referência,estudos e pesquisa: http://www.rudecruz.com

sábado, 10 de junho de 2017

Filosofia Moderna

filosofia moderna começa no século XV quando tem início o Idade Moderna e permanece até o século XVIII, com a chegada da Idade Contemporânea.
Resultado de imagem para filosofia modernaBaseada na experimentação, a filosofia moderna vem questionar valores relacionados com os seres humanos bem como sua relação com a natureza. O racionalismo e o empirismo demostram essa mudança de modo que o primeiro está associado a razão humana (considerada uma extensão do poder divino), e o segundo está baseado na experiência.

Contexto Histórico: Resumo

O final de Idade Média que estava calcado no conceito de teocentrismo (Deus no centro do mundo) e no sistema feudal terminou com o advento da Idade Moderna, que reúne diversas descobertas científicas (nos campos da astronomia, ciências naturais, matemática, física, etc.) dando lugar ao pensamento antropocêntrico (homem no centro do mundo). Assim, esse período esteve marcado pela revolução do pensamento filosófico e científico, deixando de lado as explicações religiosas do medievo e criando novos métodos de investigação científica. Foi dessa maneira que o poder da Igreja Católica enfraqueceu cada vez mais.Nesse momento, o humanismo tem um papel centralizador oferecendo uma posição mais ativa do ser humano na sociedade, ou seja, como um ser pensante e com maior liberdade de escolha.
Diversas transformações ocorreram no pensamento europeu da época, que culminaram na passagem do feudalismo para o capitalismo, o surgimento da burguesia, a formação dos estados nacionais modernos, o absolutismo, o mercantilismo, a reforma protestante, as grandes navegações, a invenção da imprensa, a descoberta do novo mundo e o início do movimento renascentista.

Características

As principais características da filosofia moderna estão pautadas nos conceitos:
  • Antropocentrismo e Humanismo
  • Cientificismo
  • Valorização da natureza
  • Racionalismo (razão)
  • Empirismo (experiências)
  • Liberdade e idealismo
  • Renascimento e iluminismo
  • Filosofia laica (não religiosa)

Principais Filósofos Modernos

Confira abaixo os principais filósofos e os principais problemas filosóficos da Idade Moderna:
Michel de Montaigne (1523-1592): inspirado no epicurismoestoicismo, humanismo e ceticismo, Montaigne foi um filósofo, escritor e humanista francês que trabalhou com temas da essência humana, moral e política. Foi o criador do gênero textual ensaio pessoal quando publicou sua obra “Ensaios”, em 1580.
Nicolau Maquiavel (1469-1527): considerado “Pai do Pensamento Político Moderno”, Maquiavel foi filósofo e político italiano do período do Renascimento, que introduziu princípios morais e éticos para a Política, separando a política da ética, teoria analisada em sua obra mais emblemática “O Príncipe”, publicada postumamente em 1532.
Jean Bodin (1530-1596): filósofo e jurista francês, Bodin contribuiu para a evolução do pensamento político moderno com sua "teoria do direito divino dos reis", analisada em sua obra “A República”. Segundo ele, o poder político estava concentrado numa só figura que representa a imagem de Deus na Terra, baseada nos preceitos da monarquia.
Francis Bacon (1561-1626): filósofo e político britânico, Bacon colaborou com a criação de um novo método científico, sendo considerado um dos fundadores do "método indutivo de investigação científica", o qual estava baseado nas observações dos fenômenos naturais. Além disso, apresentou a “teoria dos ídolos” em sua obra “NovumOrganum”, que, segundo ele, alteravam o pensamento humano bem como prejudicava o avanço da ciência.
Galileu Galilei (1564-1642): “Pai da Física e da Ciência Moderna”, Galileu foi um astrônomo, físico e matemático italiano que colaborou com diversas descobertas científicas na época baseadas na teoria heliocêntrica de Nicolau Copérnico (a Terra gira em torno do sol), contrariando assim, os dogmas expostos pela Igreja Católica. Ademais, foi criador do “método matemático experimental”, o qual está baseado na observação dos fenômenos naturais, experimentações e valorização da matemática.
René Descartes (1596-1650): filósofo e matemático francês, Descartes é reconhecido por uma de suas célebres frases: “Penso, logo existo”. Foi criador do pensamento cartesiano, sistema filosófico que deu origem à Filosofia Moderna, analisada em sua obra “O Discurso sobre o Método”, um tratado filosófico e matemático, publicado em 1637.
Baruch Espinosa (1632-1677): filósofo holandês, Espinosa baseou suas teorias num racionalismo radical criticando e combatendo as superstições (religiosa, política e filosófica) que, segundo ele, estariam pautadas na imaginação. A partir disso, o filósofo acreditava na racionalidade de um Deus transcendental e imanente identificado com a natureza, o qual fora analisado em sua obra “Ética”.
Blaise Pascal (1623-1662): filósofo e matemático francês, Pascal contribuiu com estudos pautados na busca da verdade, refletidos na tragédia humana. Segundo ele, a razão não seria o fim ideal para provar a existência de Deus, uma vez que o ser humano é impotente e está limitado às aparências. Em sua obra “Pensamentos”, apresenta suas principais indagações acerca da existência de um Deus baseado no racionalismo.
Thomas Hobbes (1588-1679): filósofo e teórico político inglês, Hobbes buscou analisar as causas e propriedades das coisas, deixando de lado a metafísica (essência do ser). Baseado nos conceitos do materialismo, mecanicismo e empirismo, desenvolveu sua teoria donde a realidade é explicada pelo corpo (matéria) e por seus movimentos (aliados à matemática). Sua obra mais emblemática é um tratado político denominado de “Leviatã” (1651), mencionando a teoria do “contrato social” (existência de um soberano).
John Locke (1632-1704): filósofo inglês empirista, Locke foi precursor de muitas ideias liberais criticando assim, o absolutismo monárquico. Segundo ele, todo o conhecimento era proveniente da experiência e o pensamento humano estaria pautado nas ideias de sensações e reflexão donde a mente seria uma "tábula rasa" no momento do nascimento. Assim, as ideias são adquiridas ao longo da vida a partir de nossas experiências.
David Hume (1711-1776): filósofo e diplomata escocês, Hume seguia a linha empirista e do ceticismo, criticando o racionalismo dogmático e o raciocínio indutivo, analisados em sua obra “Investigação Acerca do Entendimento Humano”. Na obra, ele defende a ideia do desenvolvimento do conhecimento a partir da experiência sensível, donde as percepções estariam divididas em: impressões (associadas aos sentidos) e ideias (representações mentais resultantes das impressões).
Montesquieu (1689-1755): filósofo e jurista francês do iluminismo, Montesquieu foi um defensor da democracia e crítico do absolutismo e do catolicismo. Sua maior contribuição teórica foi a separação dos poderes estatais em três poderes (poder executivo, poder legislativo e poder judiciário) formulada em sua obra: O Espírito das Leis (1748). Segundo ele, essa caracterização protegeria as liberdades individuais, ao mesmo tempo que evitaria abusos dos governantes.
Voltaire (1694-1778): filósofo, poeta, dramaturgo e historiador francês foi um dos mais importantes pensadores do Iluminismo, movimento baseado na razão. Defendeu a monarquia governada por um soberano esclarecido e a liberdade de individual e de pensamento, ao mesmo tempo que criticou a intolerância religiosa e o clero. Segundo ele, a existência de Deus seria uma necessidade social e, portanto, se não fosse possível confirmar sua existência, teríamos de inventá-lo.
Denis Diderot (1713-1784): filósofo e enciclopedista do iluminismo francês, ao lado de Jean le Rond D’Alembert (1717-1783) organizou a “Enciclopédia”, uma obra de 33 volumes que reunia os conhecimentos de diversas áreas. Contou com a colaboração de diversos pensadores, tal qual Montesquieu, Voltaire e Rousseau. Essa publicação foi primordial para a expansão do pensamento moderno burguês da época e dos ideais iluministas.
Rousseau (1712-1778): Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo social e escritor suíço e uma das mais importantes figuras do movimento iluminista. Foi um defensor da liberdade e crítico do racionalismo. Na área da filosofia investigou temas acerca das instituições sociais e políticas, sendo suas obras mais destacadas o “Discurso sobre a origem e os fundamentos das desigualdades entre os homens” (1755) e o “Contrato Social” (1972).
Adam Smith (1723-1790): filósofo e economista escocês, Smith foi o principal teórico do liberalismo econômico, criticando assim o sistema mercantilista. Sua obra mais emblemática é o “Ensaio sobre a riqueza das nações” em que defende uma economia baseada na lei da oferta e procura, o que resultará na autorregulação do mercado e que consequentemente, supriria as necessidades sociais.
Immanuel Kant (1724-1804): filósofo alemão iluminista, Kant buscou explicar os tipos de juízos e conhecimento desenvolvendo um “exame crítico da razão”. Em sua obra “Crítica da razão pura” (1781) ele apresenta duas formas que levam ao conhecimento: o conhecimento empírico (a posteriori) e o conhecimento puro (a priori). Além dessa obra, merece destaque a “Crítica da razão prática” (1788). Em resumo, na filosofia Kantiana, o conhecimento seria resultado da sensibilidade e do entendimento.
Amplie ainda mais seus conhecimentos no tema, com a leitura dos artigos:


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