Escola Bíblica Dominical - 3º Trimestre 2017 - Lição Nr 13

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A ou Há?


A ou Há, qual devo usar?A ou Há, qual devo usar?

Para saber se você deve usar “a” ou “há” apresentamos aqui algumas dicas para facilitar a eliminação de dúvidas a esse respeito:
 Usa-se “há” quando o verbo “haver” é impessoal, tem sentido de “existir” e é conjugado na terceira pessoa do singular.
Exemplo: Há um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo. Existe um modo mais fácil de fazer essa massa de bolo.



• Ainda como impessoal, o verbo “haver” é utilizado em expressões que indicam tempo decorrido, assim como o verbo “fazer”.
Exemplos: Há muito tempo não como esse bolo.
Faz muito tempo que não como esse bolo.

Logo, para identificarmos se utilizaremos o “a” ou “há” substituímos por “faz” nas expressões indicativas de tempo. Se a substituição não alterar o sentido real da frase, emprega-se “há”.
Exemplos: Há cinco anos não escutava uma música como essa.
Substituindo por faz: Faz cinco anos que não escutava uma música como essa.

• Quando não for possível a conjugação do verbo “haver” nem no sentido de “existir”, nem de “tempo decorrido”, então, emprega-se “a”.
Exemplos: Daqui a pouco você poderá ir embora.
Estamos a dez minutos de onde você está.

Importante: Não se usa “Há muitos anos atrás”, pois é redundante, pleonasmo. Não é necessário colocar “atrás”, uma vez que o verbo “haver” está no sentido de tempo decorrido.
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
VILARINHO, Sabrina. "A ou Há? "; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/gramatica/a-ou-ha.htm>. Acesso em 26 de agosto de 2017.
Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/gramatica/a-ou-ha.htm

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Quimica


Introdução à QuímicaDiferentemente do que muitos estudantes pensam, a Química é uma ciência que não está limitada somente às pesquisas de laboratório e à produção industrial. Pelo contrário, ela está muito presente em nosso cotidiano das mais variadas formas e é parte importante dele.
Seu principal foco de estudo é a matéria, suas transformações e a energia envolvida nesses processos. A Química explica diversos fenômenos da natureza e esse conhecimento pode ser utilizado em benefício do próprio ser humano.
Os avanços da tecnologia e da sociedade só foram possíveis graças às contribuições da Química. Por exemplo: na medicina, em que os medicamentos e métodos de tratamento têm prolongado a vida de muitas pessoas; no desenvolvimento da agricultura; na produção de combustíveis mais potentes e renováveis; entre outros aspectos extremamente importantes.
Ao mesmo tempo, se esse conhecimento não for bem usado, ele pode (assim como vimos acontecer algumas vezes ao longo da história) ser usado de forma errada. De tal modo, o futuro da humanidade depende de como será utilizado o conhecimento químico. Daí a importância do estudo desta ciência.
Esta seção foi preparada com o objetivo de ajudá-lo a decifrar esta ciência fascinante e que pode contribuir em muito para a melhoria de nossas vidas.

Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/quimica/


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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Escola Biblica - LIÇÃO 13 - SOBRE A FAMÍLIA E A SUA NATUREZA

DIP 2017 - Nada nos separará do amor de Cristo

Lista Mundial da Perseguição 2017

Os dogmas da “Santa Madre”


No dia 08/12/2004, o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria do Catolicismo Romano, criado pelo papa Pio IX, em 1854, estará completando 150 anos e JP2, o papa mais mariólatra da história, estará impingindo ao mundo inteiro a renovação deste dogma fraudulento, o qual tanto tem amaldiçoado as nações com o aumento da mariolatria.
Tendo dedicado o mundo inteiro a Maria, na chegada do Terceiro Milênio, o papa JP2 deu um passo decisivo no estabelecimento de uma Igreja Mundial, na qual vai pontificar o seu confrade – o Anticristo – chamado por Paulo “o homem do pecado” e “o filho da perdição” (2 Tessalonicenses 2:3).
O dogma da Imaculada Conceição, que vai celebrar o seu sesquicentenário, foi declarado por Pio IX, 15 anos antes do dogma da Infalibilidade Papal, ambos com o fito de fortalecer a Igreja de Roma contra a democracia entregue ao Ocidente pelos Estados Unidos da América e como resultado da Revolução Francesa, que se espalhou por toda a Europa.
Engraçado é que a maioria dos católicos desconhece completamente a significação desse dogma, achando que ele se refere ao nascimento virginal do Senhor Jesus Cristo, quando, de fato, ele obriga todos os membros do Catolicismo Romano a crer (sob pena de excomunhão) que Maria nasceu imaculada, contrariando o verso bíblico (Romanos 3:23) que declara: “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Vamos mostrar algumas das declarações do Catecismo da Igreja Católica, Editora Vozes, Edições Loyola, 1993, sobre o assunto:
#491 – Ao longo dos séculos a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus (Lc 1:28), foi redimida desde a concepção. É isto que confessa o Dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX.
A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha do pecado original.
#493 – Os padres da tradição oriental chamam a Mãe de Deus, “a toda santa” (Panhaghia), celebram-na como “imune de toda mancha de pecado, como que plasmada pelo Espírito Santo, e formada uma nova criatura”. Pela graça de Deus, Maria permanece pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.
#508 – Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe de seu Filho. “Cheia de Graça”, ela é o “fruto mais excelente da Redenção”. Desde o primeiro instante de sua concepção, foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.
# 510 – Maria permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo do seu seio, Virgem sempre. Com todo o seu ser ela é a “serva do Senhor” (Lc 1:38).
#2677 – “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós…” Como Isabel também nós nos admiramos: “Donde me vem que a Mãe do meu Senhor me visite?” (Lc 1:43) Porque nos dá Jesus seu filho, Maria é Mãe de Deus e nossa Mãe. Podemos lhe confiar todos os nossos cuidados e pedidos. Ela reza por nós como rezou por si mesma: ”Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1:38). Confiando-nos à sua oração, abandonado-nos com ela à vontade de Deus: “Seja feita a tua vontade”.
“Rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”. Pedindo a Maria que reze por nós, reconhecemo-nos como pobres pecadores e nos dirigimos à ”Mãe de misericórdia”, à “Toda Santa”. Entreguemo-nos a ela, “agora”, no hoje de nossa vida. E nossa confiança aumenta para desde já entregar em suas mãos “a hora da nossa morte”. Que ela esteja então presente como na morte na cruz de seu Filho e que na hora de nossa passagem ela nos acolha como nossa Mãe, para nos conduzir a seu Filho Jesus no Paraíso.
São apenas algumas das muitas garantias de que Maria nasceu imaculada, permaneceu imaculada por toda a sua vida e é co-redentora, com o poder de colaborar com o Filho no perdão de todos os pecados e de nos conduzir à glória eterna, na hora de nossa morte. Esse dogma nega a declaração de Jesus em João 12:48 que diz: “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia”. Então, a Palavra encarnada, que é a verdade e veio ao mundo para redimir todos os pecadores é quem nos julgará no último dia, e Maria vai ficar quietinha, no seu canto, aguardando a ressurreição, sem direito algum de interceder pelos pecadores, pois quem intercede por nós (hoje) e quem vai nos julgar (futuramente) é o Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, conforme Hebreus 1:3; 7:25 e 2 Coríntios 5:10: que dizem: “sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder… pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles… Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”.
Infalibilidade Papal
No dia 8 de dezembro de 1869, o Papa Pio IX abriu o Concílio Vaticano I, o qual tinha como meta principal a proclamação do dogma da infalibilidade papal. A maioria dos católicos e muitos bispos eram totalmente contra a proclamação desse dogma, por ser ele absolutamente contrário às Sagradas Escrituras.
Instalado o Concílio, com a maciça presença dos bispos de todas as partes do mundo, começaram os trabalhos no sentido de se elaborar a proclamação definitiva do tal dogma (Quanta Cura). Os bispos que eram contrários tiveram o seu direito de falar completamente cassado e seus passaportes foram retidos pelas autoridades conciliares. Alguns conseguiram fugir, enojados com a corrupção reinante lá dentro do recinto do Concílio. Muito dinheiro correu no sentido de se conseguirem votos a favor. Os que não se venderam e conseguiram fugir de regresso aos seus países, tiveram de se calar, temendo a divisão da Igreja que tanto amavam, a perda de seus cargos, e até a morte. O historiador e erudito suíço, August Bernhard Hasler, que se atreveu a contar a história suja desse Concílio, através do seu livro “Como o Papa se Tornou Infalível”, teve morte súbita e misteriosa. E o famoso teólogo católico contemporâneo, Hans Kung, que lecionava na conceituada Universidade de Tübingen, Alemanha, “foi destituído do seu cargo e de todos os privilégios eclesiásticos” por ter cometido o “crime” de prefaciar uma edição moderna do livro de Hasler.
Os bispos que compareceram ao Vaticano I eram literalmente prisioneiros do Concílio e um deles, Placido Cassangian, Abade Prior dos abades armênios, conseguiu fugir e mandou um bilhete de desculpas ao papa e seus aliados, temendo represálias futuras. Nesse bilhete, o Abade dizia que “sob ameaça constante de prisão, e vitimado por séria doença, ele temera por sua vida e sua única saída fora a fuga de Roma”. Durante as sessões do Concílio, nenhuma discussão contrária era permitida, os discursos não podiam ser impressos e os apartes eram todos tratados como insubordinação, podendo até dar excomunhão.
Com tudo controlado, Pio IX conseguiu o seu intento e o dogma foi proclamado. A ICR não ia lá muito bem das pernas e essa foi a única maneira encontrada pelo monarca político-religioso para tentar se aprumar em seu desempenho autocrático de Rei de Roma.
Entretanto, as revoluções francesa e americana aconteceram e se tornaram o estopim que acenderia a chama da liberdade humana e esta idéia logo se alastrou pela Europa e América do Norte. Abraão Lincoln, que seria o homem mais odiado pelo papa e seus asseclas – os jesuítas – e que seria sacrificado pelo seu amor aos direitos humanos básicos, já havia se pronunciado a favor de todo tipo de liberdade: social, política e religiosa.
O sentimento crescente em favor da democracia era a maior de todas as ameaças para o governo autocrático do papa e seus Estados. Pio IX elaborou e divulgou uma encíclica (Syllabus), tentando conter a liberdade, porém a revolução veio através do voto, quando o povo romano, em estrondosa votação de 133.681 votos contra apenas 1.507, exigiu que o papa deixasse o trono da Cidade Eterna e ficasse confinado ao Vaticano. Pio IX, que foi o Hitler do século 19, revidou de maneira cruel e sanguinária contra os romanos, taxando-os de hereges, executando centenas deles e confinando cerca de 8.000 nos calabouços do Palácio da Inquisição. Ali os infelizes “hereges” eram acorrentados às paredes frias, completamente nus, e não podiam ficar em liberdade para fazer exercícios e nem mesmo para fazer suas necessidades fisiológicas. Milhares morreram comidos pelos vermes, que se arrastavam sobre os seus corpos nus, transformados em esqueletos vivos, pela fome e o desespero, enquanto Pio IX, seria considerado um verdadeiro “santo infalível” pela sua Igreja, o que ainda hoje é crido pelos católicos mal informados. Seu nome é um dos mais venerados na lista de 262 nomes dos papas romanos, que, segundo a Tradição Católica, são os sucessores legítimos de Pedro.
O Palácio dos Inquisidores, que mais tarde ficaria aberto à visitação pública, foi tachado pelo Embaixador Inglês do seu tempo de “o opróbrio da Europa”. O mais incrível é que esse lugar de desgraça foi transformado cinicamente na “Congregação para a Doutrina da Fé”, (onde hoje pontifica o cardeal alemão Joseph Ratzinger) e onde os “santos” bispos romanos se pavoneiam da sua fé, bondade e amor ao próximo! Nos dias 12/11/71 e 02/05/79, bem depois do Concílio Vaticano II, no qual a “santa madre” teria mudado o seu modo de agir, aconteceu o seguinte: O Cardeal Agnelo Rossi, então prefeito da Inquisição em Roma, enviou ao Cardeal Evaristo Arns (SP) duas cartas sugerindo o assassinato do ex-padre Dr. Aníbal Pereira Reis, então pastor batista e autor de muitos livros sobre a Igreja de Roma, cartas essas que aparecem nas últimas páginas de alguns livros do ex-padre Aníbal, que já está na glória. Isso mostra que Roma é sempre a mesma. E não se iludam os amigos do Ecumenismo, pois quando tiver a oportunidade de se tornar novamente a religião dominante, a ICR agirá muito pior contra todos os que não rezam pelo seu Catecismo!

Fonte de referência, estudos e pesquisa: Centro Apologético Cristão de Pesquisas http://www.cacp.org.br/

domingo, 17 de setembro de 2017

SOLA SCRIPTURA

SOLA SCRIPTURA



Princípios da Reformasola gratiasola fidessolus Christus, sacerdócio universal dos fiéis, sola Scriptura.

Sola Scriptura: somente a Escritura é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias (= a supremacia das Escrituras). Ela é a norma normanda (“norma determinante”) e não a norma normata(“norma determinada”) para todas as decisões de fé e vida.

A autoridade da Escritura é superior à da Igreja e da tradição. Contra a afirmação católica: “a Igreja ensina” ou “a tradição ensina”, os reformadores afirmavam: “a Escritura ensina”.

A experiência pessoal dos reformadores com as Escrituras e com o Cristo revelado nas Escrituras. Lutero: “Quando eu estava com 20 anos de idade, eu ainda não havia visto uma Bíblia. Eu achava que não existiam evangelhos ou epístolas exceto as que estavam escritas nas liturgias dominicais. Finalmente, encontrei uma Bíblia na biblioteca e levei-a comigo para o mosteiro. Eu comecei a ler, reler e ler tudo novamente, para grande surpresa do Dr. Staupitz”.

Para os reformadores, a Bíblia não era um livro de doutrinas e proposições a serem aceitas intelectualmente ou mediante a autoridade da Igreja, mas uma revelação direta, viva e pessoal de Deus, acessível a qualquer pessoa.

Daí a preocupação de colocar as Escrituras nas línguas vernaculares. Lutero e sua tradução no castelo de Wartburgo. Calvino e sua introdução ao Novo Testamento francês de seu primo Robert Olivétan (1535).

A autoridade das Escrituras é intrínseca: a Igreja não confere autoridade às Escrituras, mas apenas a reconhece. Essa autoridade decorre da origem divina das Escrituras.

Existem evidências internas e externas da inspiração e divina autoridade das Escrituras, mas estes atributos não são passíveis de “prova”. A única evidência que importa é o “testemunho interno do Espírito” no coração do leitor. Ênfase de Calvino: “A menos que haja essa certeza [pelo testemunho do Espírito], que é maior e mais forte que qualquer juízo humano, será fútil defender a autoridade da Escritura através de argumentos, ou apoiá-la com o consenso da Igreja, ou fortalecê-lo com outros auxílios. A menos que seja posto este fundamento, ela sempre permanecerá incerta” (8.1.71).

A Igreja não se coloca acima da Escritura pelo fato de ter definido o seu cânon (Novo Testamento). A Igreja apenas reconheceu o que já era aceito há muito tempo pelos cristãos. Paralelo: a observância do domingo e sua oficialização por Constantino. A afirmação de que a Igreja estabeleceu o cânon é verdadeira; mas o evangelho estabeleceu a Igreja, e a autoridade da Escritura não está no cânon, mas no evangelho.

Não foi a igreja que formou a Escritura, mas vice-versa. A Igreja está edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas” (Ef 2:20), ou seja, o evangelho, que está contido nas Escrituras e é a sua essência. Lutero: "A Igreja, longe de ter prioridade sobre a Escritura, é na realidade uma criação da Escritura, nascida do ventre da Escritura".

Por isso, Cristo é o centro e a chave das Escrituras (ênfase especial dos reformadores). A Escritura se interpreta a si mesma (“analogia da Escritura”), sempre à luz do princípio cristológico. A mensagem central da Bíblia, o evangelho, é a única chave para a interpretação bíblica.

Essa ênfase cristocêntrica levou Lutero a estabelecer distinções entre os livros da Bíblia. Nem todos revelam a Cristo com igual clareza. Os evangelhos e Paulo o fazem de maneira profunda. Já a carta de Tiago tem uma limitada ênfase cristológica (“epístola de palha”).

interpretação alegórica e os múltiplos sentidos atribuídos à Escritura obscurecem a sua mensagem. Os reformadores deram ênfase ao sentido comum, histórico-gramatical.

Os “entusiastas” estavam errados ao apelarem para revelações diretas fora das Escrituras. O Espírito Santo é o autor último das Escrituras, o inspirador dos profetas e apóstolos. Ele não pode contradizer-se.

Por outro lado, o “princípio do livre exame” não significa interpretar as Escrituras de modo subjetivo e exclusivista. É preciso levar em conta a história e o testemunho da Igreja. Os reformadores não sentiram a necessidade de abandonar os credos do cristianismo antigo e o testemunho dos Pais da Igreja. Todos estes, porém, devem ser julgados e avaliados pela Escritura.

Lutero nada sabia de um conhecimento puramente objetivo, desinteressado ou erudito da Bíblia. “A Palavra de Deus é viva. Isto significa que ela vivifica aqueles que nela crêem. Portanto, devemos correr para ela antes de perecermos e morrermos”. A experiência é necessária para o entendimento da Palavra: esta não deve ser simplesmente repetida ou conhecida, mas vivida e sentida. Na Escritura, o Deus vivo e verdadeiro sempre confronta o leitor em julgamento e graça.

Alguns textos relevantes: Sl 19:7-11; Sl 119; Jo 5:39; Rm 15:4; 2 Tm 3:16-17.





Fonte de Estudos e Pesquisas: http://www.mackenzie.br

RECEITA DE PIZZA PÃO - LUÍSA CRIATIVA

sábado, 16 de setembro de 2017

Elementos Químicos


O ferro é um dos elementos da tabela periódica O ferro é um dos elementos da tabela periódica.


Elemento Químico pode ser definido como um conjunto formado por átomos de mesmo número atômico (Z). Eles são representados por símbolos adotados de acordo com critérios internacionais, sendo que esses símbolos são reconhecidos em qualquer língua ou alfabeto, ou seja, o símbolo é o mesmo em qualquer país, por exemplo, a Prata é reconhecida internacionalmente pela sigla “Ag”.

Todos os elementos possuem massa atômica, número atômico, ponto de fusão e ebulição. Atualmente são conhecidos 114 elementos, sendo que apenas 88 deles são encontrados na natureza (elementos naturais) e o restante são sintéticos (elementos químicos cujos átomos são produzidos artificialmente).

Devido à variedade de elementos existentes, esta seção foi montada exclusivamente para eles, nela você confere as propriedades e características dos principais elementos.

Listagem de Artigos
Fonte de referência, estudos e pesquisa: http://brasilescola.uol.com.br/quimica/elementos-quimicos.htm


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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Fuga

Divisão Regional do Brasil

SOLA SCRIPTURA: A CENTRALIDADE DA BÍBLIA NA EXPERIÊNCIA PROTESTANTE

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SOLA SCRIPTURA: A CENTRALIDADE DA BÍBLIA NA EXPERIÊNCIA PROTESTANTE

Visto serem as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento o livro sagrado dos cristãos, é natural que desde o início elas tenham sido objeto de grande estima e profundo interesse. Desde os primeiros séculos, a Bíblia foi amplamente utilizada para os mais variados propósitos: teológicos, catequéticos, litúrgicos, homiléticos e devocionais. Ela foi invocada não somente nos grandes debates doutrinários da Igreja Antiga, que visavam definir as verdades centrais da fé, mas, acima de tudo, era a principal fonte na qual os cristãos, fossem eles instruídos ou incultos, iam buscar orientação, consolo, encorajamento e proximidade com Deus. Enfim, ela estava no centro da identidade e autocompreensão do novo movimento.

1. Uma herança contraditória

Tão forte era o apreço pelas Escrituras entre os primeiros cristãos que muitos chegavam a usá-las de modo um tanto supersticioso. Em busca de respostas para os seus problemas, era comum abrirem a Bíblia ao acaso e lerem o primeiro versículo no qual se fixavam os seus olhos, considerando-o uma mensagem divina enviada diretamente a eles. Tal prática tornou-se tão popular que teve de ser condenada repetidamente por concílios da Igreja. Outros cristãos se sentiram profundamente desafiados por certas passagens, a ponto de tomarem decisões radicais que transformaram para sempre as suas vidas. Por exemplo, as palavras de Jesus ao jovem rico – “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me” (Mt 19.21) – levaram muitos cristãos antigos, como Antônio do Egito, Valdès de Lião e Francisco de Assis, a abandonarem tudo e se dedicarem plenamente à causa do evangelho.

Com o passar dos séculos, uma série de fatores produziu um crescente distanciamento entre a Bíblia e os fiéis. Em primeiro lugar, o surgimento de dissidências ou expressões alternativas da fé cristã, eventualmente consideradas heréticas – todas as quais apelavam para as Escrituras –, levou os líderes da Igreja majoritária a temerem e desaconselharem a leitura da Bíblia pelos leigos. Em segundo lugar, a interpretação bíblica oficial por parte da Igreja, na forma da tradição e do magistério eclesiástico, passou na prática a ser mais importante e decisiva que a própria Escritura. Através da interpretação alegórica, com sua grande flexibilidade de entendimentos, a Igreja passou a buscar fundamentação bíblica para certos dogmas que simplesmente não se encontravam claramente expressos no texto sagrado.

Finalmente, havia a questão pura e simples da acessibilidade física. Durante mais de um milênio, as cópias parciais ou integrais da Bíblia eram feitas à mão, trabalho esse realizado principalmente por monges que pacientemente redigiam os manuscritos (hoje existem cerca de 2300 manuscritos bíblicos produzidos entre os anos 300 e 1500). O fato de os livros serem copiados à mão tornava-os extremamente caros para a maioria das pessoas – copiar um livro como Isaías levava semanas ou meses. Por exemplo, no século 14, o custo de uma Bíblia podia ser equivalente ao salário de um ano inteiro de um sacerdote. Todos esses fatores contribuíram para que as Escrituras não estivessem ao alcance da maioria das pessoas.

2. A contribuição dos humanistas

A maior parte dos primeiros cristãos lia a Bíblia em grego, na versão conhecida como Septuaginta ou LXX. Nos primeiros séculos da era cristã, foram feitas traduções para vários outros idiomas, tais como o siríaco (Peshita), o armênio, o copta ou egípcio e o gótico. Algumas traduções foram feitas com propósitos missionários, como foi o caso da última mencionada: no século quarto, Ulfilas, o missionário pioneiro às tribos germânicas dos godos, traduziu a Bíblia para a língua desse povo. Todavia, a obra-prima em matéria de tradução bíblica na antiguidade foi a Vulgata Latina, produzida pelo grande erudito Jerônimo no final do quarto século e início do quinto.

Na Europa medieval, houve a predominância quase absoluta da Vulgata, sendo que as poucas traduções para as línguas vulgares abrangiam apenas algumas partes da Bíblia. Dois fatores contribuíram para a crescente difusão e popularização das Escrituras no final da Idade Média. Em primeiro lugar, a invenção da imprensa, em meados do século 15, simplificou e barateou substancialmente a produção dos livros. Outro fator, mais importante, foi a obra dos chamados humanistas bíblicos. Esses eruditos não somente começaram a estudar a Bíblia nos originais hebraico e grego, mas produziram valiosas edições críticas desses originais. Além disso, eles passaram a fazer traduções para as línguas vernaculares. Na segunda metade do século 15 e no início do século 16, a Bíblia foi traduzida para o alemão, o italiano, o espanhol, o francês, o tcheco, o inglês e outros idiomas europeus.

Essa ampla divulgação da Bíblia foi uma das molas propulsoras da Reforma Protestante. Quando Erasmo de Roterdã, o “Príncipe dos Humanistas”, publicou uma edição do Novo Testamento grego acompanhado de uma tradução latina (1516), o impacto foi enorme. Muitos sacerdotes começaram a ler as Escrituras com renovado interesse e, o que é mais importante, passaram a utilizá-las de modo mais enfático em sua pregação e ensino. Comparando os ensinos bíblicos com a tradição dogmática e magisterial da Igreja, religiosos e leigos perceberam que havia conflitos insanáveis, e sentiram que a Escritura – a Palavra de Deus – devia ter a precedência. As conseqüências abalaram a cristandade.

3. A revolução protestante

Muito antes da Reforma, houve cristãos que defenderam uma espiritualidade mais bíblica. Um exemplo bem conhecido é o sacerdote John Wyclif, do século 14, que incentivou a primeira tradução completa da Bíblia para o inglês (1384). Wyclif se apoiou nas Escrituras para contestar uma série de dogmas da Igreja Medieval e foi eventualmente condenado por heresia. Quarenta e quatro anos após a sua morte, seus ossos foram exumados e queimados, sendo as cinzas lançadas em um rio. Muitos exemplares de seus livros e da sua tradução da Bíblia foram queimados – assim como alguns de seus seguidores. Surpreendentemente, apesar da intensa repressão, quase duzentas cópias dessa Bíblia sobreviveram até os nossos dias. Como é natural, a Igreja ficou ainda mais receosa de colocar a Escritura nas mãos dos leigos. Mas havia sido desencadeado um processo irreversível.

Os humanistas seculares tinham o lema ad fontes, “de volta às fontes”, ou seja, as obras da antigüidade clássica greco-romana. Os reformadores fizeram o mesmo com a Bíblia, a fonte por excelência da tradição cristã, o registro da ação providencial e redentora de Deus na vida do mundo. Desde o início, homens como Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio e João Calvino afirmaram o princípio da autoridade suprema das Escrituras em matéria de fé e prática (“sola Scriptura”), e passaram a reavaliar toda a sua herança religiosa à luz desse critério. Eles concluíram que a autoridade da Bíblia é intrínseca e decorre da sua origem divina, visto ser a revelação direta, viva e pessoal de Deus aos seres humanos. Não foi a Igreja que formou a Escritura, mas vice-versa. A Igreja está edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e profetas” (Ef 2.20), ou seja, o evangelho que está contido nas Escrituras e é a sua essência. Cristo é o centro e a chave da revelação escrita.

Esse postulado, chamado o “princípio formal” da Reforma, teve uma série de corolários importantes. Um desses princípios colaterais foi o do “livre exame” das Escrituras. Se a Bíblia é a Palavra de Deus, escrita para a instrução e o encorajamento do povo de Deus, todo cristão tem o direito e o dever de lê-la e estudá-la. Os reformadores conheciam os riscos envolvidos nesse princípio, mas mesmo assim resolveram assumi-los. Na questão crucial da interpretação bíblica, dois fatores foram importantes. Por um lado, insistiu-se no princípio da “analogia da Escritura”, ou seja, de que a Bíblia se interpreta a si mesma. Um ponto confuso ou obscuro do texto deve ser aclarado por outros textos que falam sobre o mesmo assunto. Por outro lado, houve o entendimento de que “livre exame” não significava “livre interpretação”, meramente pessoal, subjetiva, aleatória. Os reformadores foram os primeiros a dar o exemplo nesse sentido, levando em consideração o que havia de melhor na tradição exegética da Igreja Antiga.

4. A centralidade da Palavra

O amor pela Bíblia encontrou expressão em vários desdobramentos notáveis. A vida das comunidades protestantes passou a girar em torno das Escrituras e da sua mensagem. A própria arquitetura dos templos passou a refletir as novas convicções: a decoração modesta, a ausência de imagens e do altar, o destaque dado ao púlpito e à mesa da comunhão. O foco central do culto passou a ser a pregação expositiva da Bíblia, bem como a celebração dos sacramentos da ceia e do batismo. Os pastores ficaram conhecidos como os “ministros da Palavra”.

Em contraste com a Idade Média, em que a arte sacra era considerada “a bíblia dos ignorantes”, os reformados passaram a incentivar a educação para que as pessoas pudessem ler a própria Bíblia. Paralelamente, houve uma produção sem precedentes de novas traduções em linguagem acessível ao povo. Uma das maiores contribuições de Lutero foi a Bíblia alemã (1534), um monumento literário desse idioma. Mais importante foi a Bíblia inglesa, devido à sua influência na história posterior do movimento protestante. A primeira tradução impressa foi a de William Tyndale (1525-1530), martirizado em Bruxelas em 6 de outubro de 1536. Dos seis mil exemplares do seu Novo Testamento, somente dois chegaram até os nossos dias. Ainda no século 16, surgiram várias outras versões inglesas: Bíblia de Coverdale (1535), Bíblia de Matthew (1537), Grande Bíblia (1539), Bíblia de Genebra (1560) e Bíblia dos Bispos (1568).

Como seria de se esperar, as Escrituras influenciaram poderosamente todos os aspectos do universo protestante: a teologia, a liturgia, a pregação, a hinódia, a devoção pessoal e familiar, a vida intelectual, a literatura e a arte, bem como as concepções éticas, políticas e sociais. Nos países marcados pela Reforma, o próprio idioma absorveu um grande número de palavras e expressões bíblicas. A Bíblia também esteve por trás dos grandes movimentos de revitalização das Igrejas Evangélicas, como o puritanismo inglês, o pietismo alemão e os grandes despertamentos norte-americanos. Desde o século 16, com os próprios reformadores, o estudo dos textos nas línguas originais e a adoção de princípios equilibrados de exegese e hermenêutica (como o método histórico-gramatical) têm gerado um imenso e valioso legado de reflexão bíblica.

Outra área da vida das igrejas que teve profunda conexão com as Escrituras foi o esforço missionário. Desde os primeiros contatos com povos não-cristãos, os protestantes se preocuparam em traduzir a Bíblia para as línguas nativas. Essa preocupação se intensificou a partir do final do século 18, através de homens como William Carey, que verteu as Escrituras para várias línguas do subcontinente indiano. Fator importante nesse processo foi o surgimento das grandes sociedades bíblicas – a Britânica (1804) e a Americana (1816). Através de seus agentes, os valorosos colportores, essas sociedades espalharam a Bíblia pelo mundo afora. Hoje, graças aos esforços de organizações como Tradutores Wyclif da Bíblia, são relativamente poucas as pessoas que não têm nenhuma parte das Escrituras em sua língua materna.

Conclusão

Ao se escrever sobre a importância da Bíblia para os protestantes, seria injusto esquecer a contribuição católica. Em todos os períodos da história, a Igreja Romana teve manifestações de grande apreço e valorização das Escrituras, preservando os manuscritos antigos, fazendo valiosas traduções, estudando e ensinando as Escrituras. Por outro lado, muitos protestantes não estão isentos de erros nessa área, como o biblicismo estreito e intolerante, as interpretações esdrúxulas que geraram uma multiplicidade de seitas, o uso ideológico das Escrituras para justificar práticas inaceitáveis à luz do evangelho, como a escravidão e o preconceito. No cômputo geral, todavia, não há como negar que a Bíblia ocupa um lugar de muito maior destaque nas igrejas da Reforma e que os frutos desse interesse tem sido em grande parte benéficos e enriquecedores, tanto no aspecto pessoal quanto comunitário.

Perguntas para reflexão:

1. Por que razões as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são indispensáveis e insubstituíveis para a definição da fé cristã?
2. Quando há uma tensão ou uma divergência entre o ensino bíblico e a tradição eclesiástica, qual dos dois deve ter a precedência? Por quê?
3. Como se pode evitar o subjetivismo e a parcialidade na interpretação das Escrituras?
4. O princípio do “livre exame” das Escrituras tem tido efeitos predominantemente positivos ou negativos para as igrejas protestantes?
5. Os protestantes têm sido acusados de bibliolatria, ou seja, a tendência de se concentrarem excessivamente na Bíblia como um fim em si mesma. Como se pode evitar isso?

Sugestões bibliográficas:

ANGLADA, Paulo. Sola Scriptura: a doutrina reformada das Escrituras. Recife: Os Puritanos, 1998.
BEEKE, Joel e outros. Sola Scriptura: numa época sem fundamentos, o resgate do alicerce bíblico. São Paulo: Cultura Cristã, 2000.
BOICE, James Montgomery. O alicerce da autoridade bíblica. São Paulo: Edições Vida Nova, 1986.
GEISLER, Norman; NIX, William. Introdução bíblica: como a Bíblia chegou até nós. São Paulo: Vida, 2000.
HARRIS, Laird. Inspiração e canonicidade das Escrituras. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
LOPES, Augustus Nicodemus. A Bíblia e seus intérpretes: uma breve história da interpretação. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.



Fonte de Estudos e Pesquisas: http://www.mackenzie.br

Como a Evolução substituiu a Criação...

Como a Evolução substituiu a Criação para explicar a origem da vida?


INTRODUÇÃO

Francis Bacon
Muitas vezes, quando olhamos para os livros e compêndios científicos, temos a ideia de uma ciência que parece transcender a existência humana e suas contradições. Esse posicionamento, que coloca a ciência como isenta dos outros acontecimentos da vida humana, encontra uma de suas fontes nos escritos de Bacon (século 16), que afirmava ter a ciência somente bondade e neutralidade, inerentes ao próprio processo, e que qualquer mal que ela causasse seria consequência de sua má utilização.

Tal tradição seguiu ganhando adeptos e foi reforçada por Galileu, na mesma época, o qual afirmava que a ciência não deve estar sujeita a nenhuma limitação. Os cientistas deveriam ter o direito de buscar e praticar a verdade científica sem se preocuparem com suas possíveis consequências sociais perturbadoras. Por isso, ela foi sempre tratada de maneira asséptica e completamente afastada de outras variáveis que não dissessem respeito exclusivamente aos resultados empíricos que confirmassem ou não os seus estabelecimentos teóricos eminentemente racionais. 

Dessa maneira, recebemos os fatos e informações científicas protegidos pelo véu da atemporalidade e da neutralidade, como se fossem verdades absolutas. Informações isoladas, por mais atuais que sejam, já não satisfazem mais. É necessário perceber que a ciência não é algo acabado e sim um processo, sujeito a inúmeras influências que nem sempre estão comprometidas com a busca do conhecimento, mas que representam interesses de grupos particulares.

Este artigo abordará o desenvolvimento do darwinismo, um tema importantíssimo para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, devido às suas implicações contrárias à Palavra de Deus. Queremos analisar o contexto econômico e social que favoreceu a substituição do relato bíblico da criação pela teoria da evolução nos meios acadêmicos na Inglaterra, durante o século 19, e verificar o efeito negativo dessa substituição no desenvolvimento da própria Biologia abordando a questão das origens.

Uma questão que invariavelmente é colocada por aqueles que se dedicam ao estudo das origens é saber qual ou quais as causas que levaram à rejeição do relato bíblico da criação e à aceitação da teoria evolucionista sobre a origem da vida. Durante muito tempo, a narrativa bíblica era aceita pela maioria das pessoas, mas hoje vemos um quadro diferente. Muitos cientistas veem um universo governado por leis naturais que não necessitam da ação de um Criador, e a teoria da evolução é aceita como sendo capaz de explicar a origem da vida em nosso planeta. Mas como ocorreu essa mudança ao longo do tempo?

Antes que a teoria evolucionista fosse aceita, vários conceitos, baseados em crenças religiosas, tiveram que ser descartados. A teoria geocêntrica, a fixidez das espécies e uma natureza perfeita são exemplos de ideias errôneas que foram defendidas como verdades absolutas e inquestionáveis. Quando Galileu apoiou a teoria do heliocentrismo proposta por Copérnico, colocou por terra o geocentrismo e abriu um precedente de que a verdade nem sempre residia no que a igreja ensinava. 

Mais tarde, a ideia de uma natureza perfeita e de que os próprios organismos não sofriam nenhum tipo de modificação ao longo do tempo foi totalmente descartada na revolução darwiniana. Dessa maneira, muitos estudiosos apontam para a igreja dominante como responsável pela mudança da criação pela evolução, sendo incapaz de separar a realidade bíblica de suas próprias especulações. 

Esses fatos históricos podem ser considerados como causas importantes que levaram à aceitação da teoria da evolução. Entretanto, a maneira isolada como são apresentados e desvinculados do seu contexto social e econômico não consegue demonstrar a verdadeira dimensão da realidade dessa mudança. Afinal de contas, ideias preconizadas pela igreja durante séculos por mais absurdas que fossem, não poderiam ser substituídasmeramente por outras, sem que houvesse uma tensão entre os interesses da igreja e os interesses de um grupo opositor. É exatamente esse conflito de interesses que acaba se refletindo em outras áreas, incluindo a área acadêmica, onde a produção do conhecimento pode ser subsidiada por um grupo em particular a fim de atender aos seus interesses.

Essa conclusão é apoiada numa compreensão da ciência introduzida por Thomas Kuhn, em 1962, com a publicação do livro The Structure of Scientific Revolutions [A Estrutura das Revoluções Científicas]. Essa influente obra causou imediata controvérsia ao introduzir uma visão subjetiva e irracional do empreendimento científico.

Thomas Kuhn
Kuhn propôs que a ciência, em vez de representar o acúmulo de conhecimento objetivo, é mais a adequação de dados sob conceitos amplamente aceitos denominados de paradigmas. Os paradigmas são visões abrangentes que podem ser tanto falsas quanto verdadeiras, mas aceitas como verdade. Nesse sentido, focalizam atenção sobre conclusões que concordam com o paradigma e restringem inovações fora dele. Tais conceitos estabelecem os limites para o que Kuhn chama de “ciência normal”, em que os dados são interpretados dentro do paradigma aceito.

Às vezes, temos uma mudança de paradigma à qual Kuhn chama de “revolução científica”. A mudança de um paradigma para outro é bastante difícil, uma vez que há uma enorme inércia intelectual a ser superada. Kuhn também desafiou a acariciada ideia de progresso da ciência, declarando:
“Podemos, para ser mais precisos, ter que renunciar a noção implícita ou explícita de que as mudanças de paradigma transportam os cientistas e aqueles que aprendem com eles para mais e mais perto da verdade.”

As ideias de Kuhn geraram considerável agitação e até mesmo reformas na história, filosofia e sociologia da ciência. Muitos sociólogos veem um forte componente sociológico governando tanto as perguntas quanto as respostas que a ciência gera. O conceito de que a comunidade científica regula o tipo de questões que os cientistas formulam, bem como as respostas que aceitam, não se enquadra na imagem que muitos cientistas têm de sua ciência como uma busca aberta pela verdade. Mesmo assim, a ideia de influência sociológica na ciência tem obtido considerável aceitação.

Em seu ensaio seminal “Dois dogmas do empirismo”, Willard Van Orman Quine desenvolveu os argumentos do físico e filósofo francês Pierre Duhem, e o resultado de seu estudo veio a ser conhecido como a “tese Duhem-Quine”. A tese afirma que se dados e teorias incompatíveis mostram-se em conflito não se pode concluir que determinada afirmação teórica seja a responsável por isso e que, portanto, deva ser rejeitada.

As análises de Quine são responsáveis pelo que se chama “tese da indeterminação”. Trata-se de um ponto de vista particularmente associado com a aplicação de perspectivas sociológicas às ciências naturais. Segundo essa tese, existiriam, em princípio, duas ou mais teorias que poderiam ser aplicadas mais ou menos adequadamente aos fatos observados. A escolha de determinada teoria poderia ser explicada com base em fatores sociológicos como, por exemplo, os interesses de um grupo em particular. Podemos aplicar esse pensamento à controvérsia entre o criacionismo e o evolucionismo para explicar a origem da vida, e afirmar que a escolha, tanto dos argumentos teológicos quanto científicos, não pode ser feita apenas com base na racionalidade humana. Por isso, temos que considerar os aspectos sociais e econômicos que serviram de pano de fundo para esta controvérsia.

OLHANDO UM POUCO MAIS PARA A HISTÓRIA

Por que um governo, como o brasileiro, destina recursos para a pesquisa de microrganismos que realizam fermentação alcoólica? O imediato aproveitamento desses microrganismos para a produção de álcool, economizando divisas com combustível importado, seria uma boa explicação. No entanto, se o micróbio não tiver aplicação econômica imediata, pode parecer que a pesquisa não tem vínculo algum com interesses que permeiam a sociedade; seu único objetivo seria o de ampliar os horizontes do conhecimento humano. Para ilustrar o que acabamos de dizer, tomemos como exemplo um caso ocorrido no século 19 e que foi objeto de consideração por Bizzo.

Louis Pasteur
Na mesma época em que Pasteur apresentava seus resultados sobre a geração espontânea na França, na Inglaterra começavam os estudos de um microrganismo que se originaria por geração espontânea a partir do lodo oceânico. Por qual razão aquele país destinava recursos para o estudo desse misterioso microrganismo? Não existiam razões econômicas diretas que justificassem essa iniciativa, pelo menos nos mesmos moldes dos micróbios fermentadores da atualidade. Seria apenas para ampliar os horizontes do conhecimento humano? Na tentativa de reaproximar a Ciência e a História, Bizzo procura compreender esse fato dentro do contexto histórico e social em que ocorreu.

Em meados do século 19, a Inglaterra foi palco de acontecimentos que tiveram repercussão em muitas outras áreas do planeta. No campo da Biologia, o fato mais marcante foi, sem dúvida, o estabelecimento da teoria da evolução. Ela permitiu que um grande número de informações fosse reinterpretado à luz da nova doutrina. Um dos princípios desta teoria dizia que os agentes que atuaram na transformação das espécies no passado ainda estariam atuando no presente. A questão da descendência entre as espécies remetia para um problema fundamental: como teria se originado o primeiro ser vivo do planeta? 

Como os evolucionistas descartavam qualquer tipo de intervenção divina nos processos biológicos, supunham que o primeiro ser vivo tivesse aparecido por geração espontânea, através da combinação de compostos químicos elementares. De acordo com aquele princípio, se esse processo de origem de micróbios ocorreu no passado, ele ainda continuaria a ocorrer no presente.

Mas Pasteur tinha comprovado experimentalmente que a geração espontânea era um mito. O argumento dos evolucionistas utilizava outro princípio retirado do darwinismo. Era praticamente impossível demonstrar experimentalmente a geração espontânea, porque os micróbios assim formados seriam muito primitivos e estariam sendo constantemente eliminados pelos micróbios já evoluídos, melhor adaptados às condições ambientais atuais. 

No entanto, alguns cientistas postulavam a existência desses micróbios gerados espontaneamente em ambientes onde não existisse competição, desde que estivessem intocados durante milhares de anos. Em 1866, Ernest Haeckel apresentava em seu livro Morfologia Geral dos Organismos uma descrição minuciosa do que seriam esses micróbios. Eram um pouco mais simples do que uma ameba, mas não apresentavam a estrutura central, o núcleo, que lhe era característica. Seu protoplasma era gelatinoso e amorfo, possuindo algumas granulações. Haeckel chegou até a designar um novo reino para abrigar esses microrganismos mais simples que a ameba. 

Bathybius haeckelii
Era o reino Monera. No ano seguinte, Thomas Huxley, que se notabilizara pela defesa pública de Darwin, teve a ideia de procurar esses micróbios em amostras de lodo oceânico, que tinham sido recolhidas pelo navio Cyclops alguns anos antes. Como elas tinham sido cuidadosamente preservadas em álcool, Huxley presumiu que os seres vivos eventualmente presentes nas amostras poderiam ainda ser encontrados em bom estado. Para seu espanto, muitos micróbios foram encontrados. Mas o que era realmente espantoso era a notável semelhança com os desenhos proféticos de Haeckel. Em sua homenagem, ele os chamou deBathybius haeckelii.

Nos anos seguintes, muitas pesquisas foram desenvolvidas, comprovando a existência do micróbio numa série de lugares e criando toda uma terminologia para designar as granulações citoplasmáticas. Nos mais importantes encontros científicos da época foram apresentados trabalhos sobre o Bathybius, existindo relatos de sua ocorrência até em rochas do pré-cambriano do Canadá. Assim, além de ser o mais simples dos seres vivos, ele também seria o mais antigo. Em outras palavras, estava comprovada que a evolução tinha começado por esse organismo.

Embora sua ocorrência fosse verificada facilmente em amostras de lodo oceânico conservadas em álcool, ninguém tinha conseguido capturar o Bathybius vivo. Assim, não existiam informações sobre seu modo de vida, alimentação, reprodução, etc. Uma famosa expedição inglesa partiu, em 1872, no navio Challenger, para explorar o Atlântico, o Índico e o Pacífico, percorrendo locais em que já havia sido relatada a ocorrência do Bathybius.

Apesar de todo o esforço, nenhum micróbio foi encontrado no material fresco. No entanto, analisando-o depois de adicionado o álcool, os naturalistas de bordo ficaram simplesmente chocados. Com a adição do álcool, os tais “microrganismos” apareciam. O químico que fazia parte da tripulação analisou a composição do material e constatou que se tratava simplesmente de um composto de cálcio, que assume estado coloidal na presença de álcool. Apesar de ter sido comunicada a descoberta do equívoco, numa reunião científica muito prestigiada, ela não foi aceita por muitos pesquisadores, entre eles Haeckel. Lenta e silenciosamente, o Bathybius foi sendo esquecido. Posteriormente, o termo monera foi reabilitado, designando hoje o grupo das bactérias, seres vivos de estrutura celular mais simples.


O QUE HÁ POR TRÁS DA HISTÓRIA?
Thomas Huxley
Qual a razão de se investirem tantos recursos em pesquisas e até mesmo em expedições marítimas para estudar esse “microrganismo”? A resposta a questão não pode ser procurada fora do contexto do darwinismo e das relações sociais nas quais ele emergiu. Na Inglaterra, o darwinismo teve uma importância muito grande, fornecendo elementos para a consolidação e justificação de práticas sociais particulares. A Igreja Anglicana, por exemplo, detinha todo o sistema educacional do país. Os professores das universidades, como Cambridge, onde Darwin estudou, eram todos ligados ao clero. A teologia era disciplina obrigatória.

O desenvolvimento do capitalismo exigia, no entanto, um novo perfil educacional para o país. Interpretações da natureza de cunho científico, que entrassem em contradição com os ensinamentos religiosos praticados na época, interessavam muito à classe burguesa que estava em ascensão. Para ela era importante convencer os ingleses de que o clero não tinha vocação educacional. Enquanto se discutia à boca pequena se o Bathybius existia mesmo ou não, o parlamento inglês designava uma comissão para apresentar propostas de reformulação do ensino superior. Thomas Huxley fazia parte desta comissão.

O darwinismo oferecia ainda outra vantagem à burguesia além da sua utilidade anticlerical. Os organismos competiam por recursos sempre limitados e, justamente por isso, evoluíam com o passar das gerações. Isso constituía um apelo muito forte: o binômio “escassez-evolução” poderia se transformar em outro mais interessante: “miséria-progresso”. Na sociedade inglesa daquela época, os cidadãos viviam em condições muito precárias, principalmente os trabalhadores. Eles tinham sido atraídos do campo para as cidades. O sofrimento da miséria era anestesiado, em grande parte, pela ideia de progresso futuro. O conceito central do darwinismo, a competição, era muito útil à classe dominante, principalmente quando contraposto à ideia de solidariedade. Com ele era possível enfrentar os movimentos paredistas sem derramamento de sangue.

Pesquisas como a do Bathybius não tinham importância econômica direta, muito menos com a ampliação do conhecimento, mas contribuíam para justificar práticas sociais de um grupo particular. Em outros países como a Itália e Alemanha, naquela mesma época, esses elementos anticlericais burgueses tinham também sua utilidade. Na França, por outro lado, a queda da Bastilha tinha tido um significado de ruptura muito grande em relação ao sistema medieval. Logo no início do século 19, Napoleão tinha tomado para o estado as funções educacionais. 

Na época de Pasteur, o problema maior da burguesia francesa era conquistar a estabilidade política. O clero não atrapalhava tanto quanto os anarquistas e os outros combatentes do estado burguês. Não admira, portanto, o fato de Pasteur estar desenvolvendo pesquisas sobre a fermentação do vinho e produção de vacinas, enquanto os ingleses procuravam seu Bathybius.

Ao analisarmos esses fatos, podemos tirar uma lição importante. Devido à complexidade do fenômeno das origens, duas ou mais teorias antagônicas podem explicar os mesmos fatos ocorridos na natureza, e a rejeição de uma ou outra pode estar ligada a interesses que necessariamente não estão preocupados somente com a ampliação dos horizontes do conhecimento ou com alguma aplicação econômica direta. A necessidade da burguesia em conquistar o espaço educacional para a ampliação dos seus interesses foi determinante para dar toda a força ao darwinismo e romper definitivamente com o poder eclesiástico.



NA CONTRAMÃO DO DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA 

A aceitação da teoria da evolução teve um efeito negativo sobre o desenvolvimento de outra teoria biológica, o paradigma mendeliano da herança, cujos princípios não apresentavam certa relevância aos interesses da burguesia naquele momento. Mendel explicou seus resultados experimentais com ervilhas a partir das seguintes premissas: 
  1. As características hereditárias são condicionadas por pares de fatores hereditários (atualmente conhecidos como genes); 
  2. Plantas puras são portadoras de apenas um tipo de fator, enquanto que as híbridas são portadoras de dois tipos (um dominante e outro recessivo); e
  3. Cada gameta é portador de apenas um fator para cada característica.
Esse trabalho, considerado atualmente como um dos mais importantes no desenvolvimento da biologia moderna, ficou relegado ao esquecimento por quase 40 anos entre os naturalistas do século 19, até que Hugo de Vries e Karl Correns, em 1900, se deram conta de que Mendel já havia resolvido o problema que eles estavam investigando. As razões pelas quais não se prestou atenção a um trabalho tão rigoroso e inovador como experimentos sobre vegetais híbridos têm sido objeto de um longo debate entre historiadores e epistemólogos da biologia, gerando grande quantidade de trabalhos. 

Gregor Mendel
O trabalho de Mendel foi lido em algumas sessões da Sociedade de História Natural de Brünn, nos meses de fevereiro e março de 1865, e publicado nas atas da sociedade do ano seguinte, e distribuído para 134 instituições científicas, incluindo universidades e duas prestigiosas sociedades inglesas com sede em Londres, a Royal Society e a Linnean Society. Apesar de sua ampla divulgação, o trabalho de Mendel ficou relegado ao esquecimento até o inicio do século 20.

Por que as importantes descobertas de Mendel não foram reconhecidas por um longo período de tempo, após seus estudos estarem completos e publicados? Na segunda metade do século 19, outras áreas da biologia tiveram seu desenvolvimento tais como a citologia, a sistemática e a própria evolução darwiniana. Mas o fenômeno da hereditariedade ainda era interpretado de diversas maneiras.

O livro de Charles Darwin, Origem das Espécies, exerceu grande influência sobre os pesquisadores da época. Darwin deu continuidade a certos aspectos da evolução que não tinham sido tratados adequadamente e dividiu cada capítulo da Origem para formar outras obras. Sobre a origem da variação e sua consequente transmissão, Darwin produziu uma obra em dois volumes, The Variation of Animals and Plants Under Domestication [A Variação dos Animais e Plantas Domesticados], que teve sua primeira edição publicada em 1968. No segundo volume, ele discute as causas da variação e sua herança, apresentando a hipótese da pangênese.

De acordo com essa hipótese, todas as unidades do corpo contribuem para a formação do novo ser, ou seja, todas as partes do corpo produzem minúsculas partículas, as gêmulas, características daquelas partes. Essas gêmulas reúnem-se nos gametas e são transmitidas para as gerações seguintes, sendo que algumas podem ficar dormentes e outras, apresentar certa predominância. Essa ideia fora amplamente difundida até o final do século 19, porém Darwin não foi o primeiro autor a descrevê-la, mas o primeiro a elaborar um mecanismo que explicasse a herança de caracteres adquiridos, baseado na ideia acima.

A hipótese da pangênese só pôde ser descartada, em 1892, quando August Weismann expôs sua teoria do plasma germinativo que, não contemplando a herança dos caracteres adquiridos até então aceita, apresentou fortes argumentos contrários. Após o descobrimento do trabalho de Mendel, o número de pesquisas nessa área cresceu muito e, em 1915, Bateson publicou um livro de 400 páginas, intitulado Princípios Mendelianos da Hereditariedade, no qual ele enumera uma vasta quantidade de pesquisas realizadas desde 1900. 

Por outro lado, o evolucionismo darwiniano começou a entrar em declínio até a década de 1930, quando passou por um recrudescimento. A ênfase dada à hipótese da pangênese que explicava parcialmente os fatos, e aceita por aqueles que esposavam a ideia lamarquista da herança dos caracteres adquiridos, entre eles o próprio Darwin, pode ser considerado como um dos fatores que contribuíram para que os pesquisadores da época não reconhecessem o trabalho de Mendel como sendo mais consistente com os fatos observados em relação à variação das espécies.


CONCLUSÃO 

A partir das considerações acima, podemos concluir que o surgimento da vida na Terra, devido à sua natureza histórica e não reproduzível, não pode ser explicado por apenas uma narrativa. Durante muito tempo, a cosmovisão bíblica era amplamente aceita, mas a partir de meados do século 19, com o surgimento do darwinismo, esse quadro
mudou drasticamente.

A teoria da evolução, apesar de não explicar o surgimento da vida, teve a sua aceitação nos meios acadêmicos, não só pelas ideias errôneas defendidas pela igreja, mas também por servir aos interesses da burguesia que ansiava por espaço nas instituições de ensino. Além disso, a atenção que foi dada à teoria da evolução, na segunda metade do século 19, prejudicou o desenvolvimento da ciência, ao desviar a atenção da maioria dos pesquisadores de uma rota que levaria ao estabelecimento mais rápido do paradigma mendeliano da herança.

A partir de uma compreensão histórica fundamentada no ensino bíblico do grande conflito, podemos compreender esses fatos como uma derivação da luta sobrenatural entre Cristo e Satanás. Cada um exercendo sua influência de maneira imperceptível, procurando atingir seus objetivos na história que caminha para seu clímax escatológico. É importante notar a relação desse período histórico com a pregação da tríplice mensagem angélica de Apocalipse 14, conclamando todos os homens a adorarem o Criador, pois é chegada a hora do seu juízo. Esse período marca também o surgimento do movimento adventista.


Autor:
Wellington dos Santos Silva, Doutor em Patologia Molecular, Professor de Biologia e Genética Humana na Faculdade Adventista da Bahia e de Ciência e Religião no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia do Nordeste

Fonte:
PAROUSIA: Criacionismo, p. 47-55, 1° Semestre, 2010. Disponível em: <http://circle.adventist.org/files/unaspress/parousia2010014709.pdf> Acesso em: 17 fev. 2012.

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