Escola Bíblica Dominical - 3º Trimestre 2017 - Lição Nr 13

sábado, 30 de maio de 2015

O Sexo nos Tempos Biblicos...

O SEXO NOS TEMPOS BÍBLICOS! ABSURDO, NORMAL OU NATURAL...


Ao que parece, a média dos casais nos tempos bíblicos tinha uma vida sexual normal, satisfatória. infelizmente, a maior parte das vezes em que a Bíblia aborda a questão do sexo, focaliza o lado problemático dele.
É provável que alguns dos assuntos que hoje nos preocupam não constituíssem questões sérias durante os tempos bíblicos. Os escritores bíblicos não mencionam, por exemplo, o problema da masturbação, pois o período de espera entre a puberdade e o casamento era muito pequeno.
A atitude das pessoas para com o sexo variava muito de acordo com a época e com as circunstâncias. Os israelitas sofreram grandes pressões no sentido de adotarem as práticas hedonistas a qual e idolatria normalmente estava associada. Houve ocasiões em que eles cederam, e Deus os castigou severamente. Entretanto, suas leis e sistemas de valores rejeitavam essa forma de vida em que o prazer era o supremo objetivo da existência. Por causa disso, os israelitas estavam sempre censurando e repudiando a devassidão.
Mas, apesar de todas as dificuldades relacionadas com o sexo, eles não tomaram a posição extrema oposta; rejeitaram também o asceticismo. Compreenderam que embora não pudessem deixar que o prazer sexual os dominasse, também não poderiam ignorá-lo. Embora não houvesse uma educação sexual formalizada, eles tinham muitas oportunidades de conversar sobre o assunto. A questão da circuncisão, por exemplo, bem como alguns outros textos bíblicos que eles liam com frequência, exigiam alguns esclarecimentos.

Eufemismos
Em alguns pontos os autores bíblicos parecem um pouco ousados em relação ao nosso modo de falar. Mas, em outros, parecem relutantes em mencionar diretamente a prática sexual. A Bíblia usa largamente termos como "seios" e "ventre"; mas parece evitar os vocábulos que designam os órgãos genitais. Outras questões abordadas com certa frequência são a concepção, a gravidez e o parto. A palavra "prepúcio" também é muito empregada devido à grande importância da circuncisão para o povo. O vocábulo "lombos" pode designar toda a parte inferior do corpo, mas el alguns textos refere-se aos órgãos genitais ( Gn 35.11 - I.B.B.).
Paulo também faz uso de muitos eufemismos, ao descrever as partes do corpo, comparando-as ao corpo espiritual. Quando fala dos órgãos que "não são decorosos" parece estar se referindo aos genitais e aos de excreção (I Co 12.23,24).
Outro termo cujo o emprego não está muito claro é "pés". Em vários textos o sentido dele é literal, mas em outros parece ser uma referência aos órgãos genitais. Algumas versões contêm a expressão "cobrir os pés" que significa "defecar" (Jz 3.24; I Sm 24.3). Existe também uma grande divergência de opiniões quanto aos sentido da palavra "pés" na história de Rute (3.4-7).
Geralmente quando a Bíblia menciona a questão da prostituição masculina cita o fato diretamente, em termos claros. Mas há casos em que usa a expressão "sodomia", que obviamente é uma referência aos sodomitas (Dt 23.18). Isso parece indicar que a principal função do prostituto (homem) era manter relação sexual com homens, embora às vezes se relacionasse com mulheres.
A expressão, "uma só carne" empregada por Paulo (Ef 5. 31), encontrada também em outras passagens designa claramente a união física, o ato sexual. Outras palavras usadas com o mesmo sentido são "conhecer" e "amar".
A palavra "carne" ás vezes indica o desejo ou o ato sexual. Contudo, de um modo geral, o sentido dela é mais amplo, sugerindo qualquer experiência no plano físico, em contraste com a espiritual.

Sexo no Casamento
O ato sexual praticado entre marido e mulher tinha duas finalidades: gerar filhos e proporciona-lhes prazer. Os judeus não viam o sexo como um problema, nem como um fardo.
A abordagem do assunto feita por Paulo é altamente esclarecedora (I Co 7.1-7), pois ele argumenta que o casal devia manter relações sexuais regularmente. E não só a mulher tinha o dever de proporcionar prazer ao marido, mas este tinha também a responsabilidade de dar prazer a ela. Ele recomendava cerdo domínio próprio, mas reconhecia a necessidade de as pessoas terem satisfação física. Isso demonstra que o sexo era visto também como fonte de prazer. Então os casais muitas vezes desfrutavam do prazer sexual sem a intenção de gerar filhos, sem nenhum sentimento de culpa. Isso era muito importante para eles, se levarmos em consideração as grandes tentações sexuais a que estavam expostos em contato com as culturas vizinhas. O texto dá a entender também que a mulher podia perfeitamente admitir sua necessidade de ter um relacionamento sexual. Paulo fala disso como de coisa normal, e ensina que o homem sábio deveria atender aos desejos de sua esposa.
O livro de Cantares apresenta expressões e imagens sexuais bastante ousadas. Quem lê essa obra vê-se diante de descrições dos detalhes íntimos de um casamento. O autor admira os seios de sua amada (4.5; 7.3-7), e fica fascinado com seus doces beijos (4.11). Ela , por sua vez, aprecia os afetuosos abraços dele (8.3), o seu falar doce (5.16) e suas pernas (5.15).
Esse livro, de conteúdo tão sensual, fala da experiência sexual de forma muito aberta e franca, e era aceito como obra da cultura judaica.
A Bíblia contém algumas diretrizes para o sexo no casamento, que também foram ensinadas aos cristãos primitivos. Os casais deveriam exercitar domínio próprio de modo que pudessem desempenhar suas responsabilidades normais. Paulo, por exemplo, reconhece que o casal tem o direito de se abster do sexo para se dedicar inteiramente à oração. Ele ensina também que o indivíduo não deveria utilizar o sexo apenas para sua satisfação pessoal, mas cada um tinha o dever de atender às necessidades do seu cônjuge (I Co 7.1-7).
A Bíblia não impõe restrições à maneira como o casal deve praticar o ato sexual. Não há proibições nem prescrições sobre a prática sexual das pessoas casadas.
Sabemos que era a prática do ato sexual que selava o casamento. Após a cerimônia e a troca de presentes, a relação sexual era o que determinava que eles se encontravam realmente casados. O amor físico da noiva devia "atrair" e "embriagar" o marido (Pv 5.15-19). O leito nupcial devia ser sem mácula, protegido de influências externas (Hb13.4,5). Isso pode ser uma decorrência do princípio bíblico de que o marido deveria ficar em casa todo o primeiro ano de casamento para dar "felicidade" à mulher (Dt 24.5).
Ao falar sobre o relacionamento conjugal, o apóstolo paulo aconselha os casais a não se privarem um ao outro, pois já sabia das muitas dificuldades do relacionamento conjugal (1Co 7.3-5). A seu ver, o homem que tivesse uma vida sexual satisfatória dentro de casa, teria mais forças para resistir às tentações que enfrentaria lá fora.

A Prostituição Associada à Religião
As religiões pagãs das culturas vizinhas, que várias vezes contaminaram os israelitas, costumavam promover algum tipo de prostituição cultual, que geralmente estava associada com o conceito de fertilidade. Quando um agricultor queria obter colheitas mais fartas ou rebanhos mais produtivos precisava recorrer aos deuses da fertilidade. Se uma mulher desejasse ter filhos, e não os tinha, teria que fazer o mesmo. E uma das formas de agradar a esses deuses eram manter relações sexuais com as prostitutas ou prostitutos que se encontravam no templo para este fim. Embora isso possa parecer muito estranho, o fato é que essa prática era bastante comum, e durou até os tempos do Novo Testamento. E muitas vezes ela foi associada também ao culto de Jeová.
Os israelitas tinham contato com prostitutas cultuais já no início de sua história como nação. No sinistro relato da morte de Zimri, filho de Salu (Nm 25.1-8), lemos que Zimri, um israelita, levou uma midianita para participarem dos ritos sexuais na tenda. Quando o sacerdote Finéias ficou sabendo do que estava se passando, foi à tenda e , num único golpe, atravessou os dois com uma lança.
As cerimônias pagãs às vezes se tornavam tumultuadas e sangrentas. Bebia-se muito vinho, como tributo a Baal, pedindo-lhe boas colheitas. Havia também sacrifício de crianças ao deus Moloque ou a Quemós, um deus moabita.
Além de cometer a devassidão simplesmente pelo prazer de fazê-lo, os povos que praticavam esses atos religiosos pareciam crer que eles de fato tinham efeitos positivos. Já se encontraram muitas imagens de deuses da fertilidade. Algumas dessas esculturas eram representações de mulheres grávidas, e provavelmente ficavam na casa daqueles que as adoravam. Outras figuras representam mulheres segurando o seio.
Uma das razões por que Deus mandou que os cananeus fossem exterminados era justamente sua religião maligna. Mas como Israel não executou a ordem, esse povo continuou a praticar livremente sua religião e em várias ocasiões corrompeu a vida religiosa dos judeus com ela. O povo de Israel era constantemente tentado a adotar a prostituição em sua prática religiosa, apesar de a lei proibi-la expressamente (Dt 23.17,18).
Durante a época dos juízes, por exemplo, os israelitas adotaram muitas das práticas cruéis e imorais dos cultos de fertilidade (Jz 8.33). Mas isso foi apenas o começo do seu processo de desobediência. Mas tarde, metade da tribo de Manassés abraçou a religião da prostituição (1 Cr 5.25). Os filhos de Eli se deitavam com mulheres que serviam à porta da tenda da congregação (1 Sm 2.22), e que talvez fossem prostitutas. No reinado de Roboão, rei de Judá, havia homens que se prostituíam, cuja atividade era associada aos templos devotados ao culto da fertilidade (1 Rs 14.23,24). E durante toda a sua história, em várias ocasiões, Israel se envolveu no culto a Baal, que em muitos casos incluía a prática da prostituição (2 Cr 33.3).
Nem todos os israelitas participavam desses cultos pagãos, mas todos estavam cientes da existência deles. Houve vários reis justos que realizaram reformas religiosas e acabaram com grande parte dessa atividade (1 Rs 23.7). Mas nenhum deles conseguiu resultados permanentes (Ez 16.5-58). E até nos dias de Cristo e nos de Paulo, ainda se praticavam alguns desses cultos ímpios em várias partes do mundo. Diz um historiador que todas as mulheres tinham que passar algum tempo em um templo prostituindo-se em honra a Vênus.


O ACRO-CORINTO TEM UMA  ALTURA DE 450 METROS ACIMA DO
NÍVEL DA CIDADE DE CORINTO. NO ALTO DESSE PENHASCO, FICAVA
O TEMPLO DE AFRODITE, A DEUSA DO AMOR, ONDE HAVIA MAIS DE
1000 PROSTITUTAS CULTUAIS, A SERVIÇO DA DECADENTE POPULAÇÃO 
DESSA CIDADE.

Na época em que Paulo escreveu à igreja de Corinto, havia mil prostitutas no templo da deusa Afrodite, na acrópole da cidade. E a grande prosperidade financeira do lugar se devia em larga escala à popularidade desse culto. A reputação da cidade nesse particular era tal que o termo "mulher de Corinto" passou a ser sinônimo de prostituta. Por isso, quando o apóstolo escreveu aos crentes desse lugar, sabia que estava-se dirigindo a pessoas que antes viam o sexo como uma forma de divertimento, sem conotações morais, e sem outra importância maior do que a de qualquer atividade física. E o ensinamento de que o homem que se unia a uma prostituta estava-se maculando constituía um conceito totalmente novo para eles (1 Co 6.15,16). Foi pelo fato de a prostituição ser tão generalizada que os pais da igreja recomendaram aos crentes novos que se abstivessem da imoralidade (At 15.29). É que os gentios daquela época não consideravam imorais muitos dos atos que hoje consideramos.

O homossexualismo ou Sodomia
A História mostra que o homossexualismo é quase tão velho quanto a humanidade, e que foi muito praticado durante o período bíblico. Sabendo-se que as nações vizinhas do povo de Israel havia tanta atividade sexual, principalmente nos templos pagãos, não temos dúvidas de que os hebreus não desconheciam a questão. Os escritores bíblicos parecem preocupar-se principalmente com o homossexualismo que era associado ao culto religioso, já que erra essa a forma básica em que eles tomavam contato com tal prática. Hoje em dia ele não esta mais relacionado diretamente com atos religiosos.
Nas Escrituras, às vezes o homossexualismo é chamado de "sodomia", que deriva dos nomes das cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 18 e 19), que foram destruídas porque Deus não conseguiu encontrar ali nem dez justos (18.32). É possível que o termo "justo" aí designe pessoa que não fosse homossexual, já que capítulo seguinte o pecado focalizado é justamente esse (19.5). Provavelmente, o homossexualismo praticado em Sodoma, que constituiu um dos males da localidade, estivesse associado ao culto pagão, à prostituição cultual, que é mencionada em toda a Bíblia.
O autor de Deuteronômio achou necessário advertir os hebreus tanto homens quanto mulheres, que evitassem esse tipo de culto (Dt 23.17), mas durante o reinado de Roboão passaram a existir templos nos outeiros, que empregavam prostitutos cultuais (1Rs 15.12). Contudo, os homossexuais só fora exterminados totalmente no reinado de Josafá (1Rs 22.47). Mas reapareceram no tempo do rei Josias.
Quando Paulo condena o homossexualismo masculino ou feminino (lesbianismo), ele também parece estar se referindo a um ato religioso, que sem dúvida estava bastante difundido ( Rm 1.23,24 ; 1 Co 6.9). O Império Romano era tão corrompido que os escritores romanos se achavam desesperançados quanto ao seu futuro. Conta-se que até mesmo a imperatriz Agripina, mulher de Cláudio, mãe de Nero, certo dia, sentindo-se muito entediada, resolveu sair do palácio naquela noite e ir divertir-se num bordel próximo. Existem algumas evidências de que vários dos primeiros imperadores eram homossexuais. Mais tarde, o imperador Domiciano (81-96 d.C.) tentou reduzir um pouco a prática, aplicando uma multa de dez mil sestércios a quem praticasse atos homossexuais.

Perversões
Os hebreus tinham verdadeiro pavor da ideia de um ser humano ter relação sexual com animais É possível que essa aversão tivesse raízes no desprezo deles pela mitologia pagã, onde há vários casos de práticas sexuais de seres humanos e animais. Além disso, eles tinham grande respeito pelo propósito de Deus na criação. A perversão sexual é severamente condenada nas Escrituras. Quem praticasse tais atos poderia até ser morto (Êx 22.19)

O Cano de Onã
Algumas pessoas gostam de criar normas para o comportamento sexual a partir da história de Onã (Gn 38.1-11). E a maioria delas faz interpretações errôneas. O irmão de Onã havia morrido, e sua mulher, Tamar, não tivera filhos. Judá, o pai dele, ordenou-lhe que cumprisse o levirato, isto é, que se casasse com Tamar, para que ela tivesse filhos. Onã obedeceu parcialmente, pois quando tinha relação sexual com ela deixava o sêmen cair na terra, para evitar que ela engravidasse. E Deus o matou por causa dessa desobediência. Mas esse castigo lhe foi aplicado por causa da sua recusa em obedecer o mandamento relacionado com o levirato, e não tem nada que ver com masturbação, coito interrompido ou qualquer outra prática sexual.

Referência Bibliográfica:

COLEMAN, William L., Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos, 1 ed., Belo Horizonte, Betânia, 1991.
 

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