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Escola Bíblica Dominical - 2º Trimestre 2017 - Lição Nr 13

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Os Decretos Divinos e a Origem do Mal...

Os Decretos Divinos e a Origem do Mal (II)


Terminologia Bíblica para os Decretos de Deus

Apesar de não encontrarmos nas Sagradas Escrituras a expressão “decretos de Deus”, a doutrina e sua sistematização não deixa de ser correlativo a elas. Seguindo a logia deBerkhof , “Não são descritas abstratamente na Escritura, mas são colocadas diante de nós em suas concretização histórica” [1]. Os decretos divinos são observados em conluio com a revelação progressiva de Deus na história e, não independente dela. Só podemos saber, portanto, através de uma revelação especial de Deus na historicidade humana.

Termos BíblicosA Escritura vetero e neotestamentária emprega diversos vocábulos que traduzemcorretamente o sentido doutrinário e teológico dos decretos de Deus.

No Antigo TestamentoOs vocábulos no AT são usados em dois sentidos básicos: os que acentuam o elemento intelectual do decreto e, os termos que salientam o elemento volitivo [2].

Etsah, de yaatslit. aconselhar, dar aviso. O lexema é usado em  38.2, é traduzido na ARA por desígnio, na ARC por conselho e, na TEB por providência. Desígnio refere-se ao plano, providência de Deus ou ao conselho dado por um sábio [3]. Em Isaías 46.11 o Senhor afirma: “ O que eu disse, eu o cumprirei; formei o plano, e o executarei”. (ECR).
Sod, de yasadlit. sentar-se junto para deliberação. Particularmente, Jeremias 23.18,22 fala-se de decisões tomadas na corte celestial ignoradas pelos falsos profetas.


Mezimmah, de zamamlit. meditar, ter em mente, propor-se a. É o que ocorre em Jeremias 4.28 “..porque falei, resolvi e não me arrependo, nem me retrato” (cf. 51.12).
Hõqlit. mandamentos, decretos. É um dos termos mais próximos na Bíblia, àquilo que os teólogos chamam de “decretos divinos”. O termo aparece em diversos textos das Escrituras das quais as mais importantes estão no Salmo acróstico 119. 5,8.12,: “Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca”; “Cumprirei os teus decretos”; “ensina-me os teus preceitos”.

Cada um dos termos acima acentuam o elemento intelectual do decreto divino, a seguir observaremos os que salientam o elemento volitivo.

Shophetlit. inclinação, vontade, beneplácito. Em Isaías 53.10 o termo é usado para designar o ato da vontade permissiva de Deus que permitiu que Cristo sofresse a favor dos pecadores: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo”. A idéia corrente por trás desse texto é que ao sofrer, o servo sofredor e, seus carrascos, estavam cumprindo um propósito determinado anteriormente por Deus (vide v.6).

Ratsonlit. agradar, deleitar-se. Deus só pode se satisfazer com aquilo mesmo que ele determinou para seu deleite. Isto denota vontade soberana, deleite ou beneplácito (Sl51.19).

Novo Testamento
O texto grego do Novo Testamento contém numerosos e significativos vocábulos, entre eles:
Boule. Este termo ocorre em diversos textos neotestamentários significativos ao estudo em apreço. O significado primário deste lexema é conselho, resolução, desígnio, propósito e projeto. O vocábulo é usado principalmente para referir-se à crucificação como parte do plano divino relativo ao Messias.

Em Atos 2.23, Pedro afirma: “ Sendo este entregue pelo determinado desígnio (boule) epresciência (prognosei) de Deus”. ARC, traduz por “determinado conselho”, a NVI por “propósito determinado e pré-conhecimento de Deus” , a TEB por “plano bem-determinado da presciência de Deus”.

Neste texto o desígnio ou propósito de Deus está associado com a sua presciência. Apresciência de Deus é o conhecimento prévio que Deus possui de todas as coisas, tanto finitas quanto eternas, de modo que nada do que ocorre acontece sem o conhecimento d’Ele. Pela sua presciência, ele determinou e projetou a redenção humana. Pedro usa o termo prognoseimais uma vez em 1 Pe 1.2, referindo à eleição dos santos.
Tanto boule quanto prognosei aludem ao eterno propósito divino (Is 53.10) de entregar Jesus à crucificação. A crucificação de Jesus era, ao mesmo tempo, parte necessária do destino do Messias e, parte do plano divino de Deus; porém, paralelamente a isso, aqueles que agiram de conformidade com o plano divino, fizeram-no por impulso de sua própria vontade maliciosa. No entanto, os personagens que assim o crucificaram, estavam, mesmo sem saber, cumprindo um projeto arquitetado por Deus desde a eternidade. A oração do crentes primitivos (At 4.27,28), testificava de que Herodes,Pôncio Pilatos, os gentios, e os povos de Israel, fizeram “ .. tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse”.
O apóstolo Paulo, em Efésios 1.11, usa o termo boule, ao contrário, para referir-se aoprojeto salvífico, elegendo, predestinando, filiando e redimindo aos que crêem (vs. 4, 5,,7); “nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade.” (NVI).

Rinaldo Fabris [4], traduz o texto grego como se segue: “Nele, também nós participamos da salvação. Deus, que tudo realiza segundo sua decisão, nos integrou gratuitamente em seu projeto,” Aqui, o projeto ou plano de Deus, está relacionado às “bênçãos espirituais em Cristo” (Ef 1.3) concedida gratuitamente aos eleitos. Assim como, boule aparece com o termo prognosei, clareando e ratificando o “desígnio de Deus”, no texto de Atos, também aparece com outros dois termos significativos no texto de Efésios. O primeiro deles é mystêrion, v.9, e o segundo é predestinar, proorízovs.5,11.

Notas
[1] Louis BERKHOF,. Teologia Sistemática, p.102[2] Ibid., p.102[3] Francis I.ANDERSEN, - Introdução e Comentário, p. 272-3[4] As Cartas de Paulo (III), p. 147

Observações: Serão publicados uma série de cinco artigos em sequência com o mesm0 titulo e temas diferenciados versando sobre "Os Decretos Divinos e a Origem do Mal"

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