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Escola Bíblica Dominical - 4º Trimestre 2017 - Lição Nr 09

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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O Conflito Cósmico ...

O Conflito Cósmico Contra o Caráter de Deus

Texto especial
"Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, todo-­poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos" (Ap 16:7).
Os adventistas do sétimo dia compreendem a realidade por meio do conceito bíblico do "grande conflito entre Cristo e Satanás". Para usar uma expressão da filosofia, é a "metanarrativa", a grande e abrangente história, que ajuda a explicar nosso mundo e as coisas que acontecem nele.
Muito importante nesse conflito é o santuário, que, como vimos, apresenta um tema recorrente que vai do começo ao fim da história da salvação: a redenção da humanidade mediante a morte de Jesus. Adequadamente compreendida, a mensagem do santuário também ajuda a ilustrar o caráter de Deus, que Satanás tem atacado desde o início do grande conflito no Céu.
Nesta semana, estudaremos alguns fatos importantes no grande conflito entre Cristo e Satanás, que revelam a verdade sobre o caráter de Deus e expõem as mentiras de Satanás.
Revolta no santuário celestial
1. Leia Ezequiel 28:12-17 e Isaías 14:12-15. O que esses versos ensinam sobre a queda de Lúcifer?
À primeira vista, Ezequiel 28:11, 12 parece estar falando apenas sobre um monarca terrestre. Vários aspectos, no entanto, sugerem que o texto realmente se refere a Satanás.
Para começar, esse ser é mencionado como o querubim da guarda ungido (ou "querubim ungido que cobre", Ez 28:14, Tradução Brasileira), o que relembra o lugar santíssimo do santuário terrestre, onde dois querubins cobriam a arca e a presença do Senhor (Êx 37:7-9). Esse ser celestial também andava "no meio das pedras afogueadas", isto é, no "monte santo de Deus" (Ez 28:14, RC) e no centro do "Éden, jardim de Deus" (Ez 28:13), ambas sendo expressões das figuras do santuário. A cobertura de pedras preciosas, descrita no verso 13, contém nove pedras que também são encontradas no peitoral do sumo sacerdote (Êx 39:10–13). Portanto, nesse ponto também temos mais referências ao santuário.
Depois de descrever o incomparável esplendor do querubim, o texto passa a falar de sua queda moral. Sua glória "subiu para a cabeça". Sua beleza tornou orgulhoso seu coração, seu esplendor corrompeu sua 
sabedoria e seu "comércio", que provavelmente se refira à sua difamação do caráter de Deus e incitação da rebelião, o tornaram violento.
Da mesma forma, poderes terrestres arrogantes procuram se mover da Terra para o Céu. Em Isaías 14:12-15, o "filho da alva" (em latim lucifere, de onde vem o nome Lúcifer) vai numa direção diferente: ele cai do Céu para a Terra, indicando sua origem sobrenatural, não terrena. Outras expressões como "acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono", "monte da congregação", "nas extremidades do Norte", e "Altíssimo" reforçam a impressão de que esse é um ser celestial. Embora os versos 12 e 13 estejam no passado, o verso 15 de repente muda para o futuro. Essa mudança do tempo verbal indica que houve primeiramente uma queda, do Céu para a Terra (Is 14:12), e que haverá uma segunda queda, da Terra ao Sheol (a sepultura), em algum momento no futuro (Is 14:15). Isso não se refere a nenhum rei de Babilónia, mas, em vez disso, é uma clara referência a Lúcifer.
Um ser perfeito, criado por um Deus perfeito caiu em pecado? O que isso nos diz sobre a realidade da liberdade moral no Universo de Deus? E o que essa liberdade revela sobre o caráter de Deus?
As acusações
Depois de cair do Céu, Satanás tentou distorcer e difamar o caráter de Deus. Ele fez isso no Éden (Gn 3:1-5), no meio do primeiro "santuário" na Terra. Satanás trouxe sua rebelião, que se originou no santuário celestial, para o santuário terrestre do Éden. Depois de iniciar o contato com Eva por meio da serpente, ele plantou na mente dela a ideia de que Deus os estava privando de algo que seria bom para eles, que Ele estava retendo alguma coisa que eles deviam ter. Dessa forma, sutilmente, o inimigo estava deturpando o caráter de Deus.
A queda de Adão e Eva colocou Satanás temporariamente no trono do mundo. Vários textos sugerem que Satanás havia obtido acesso à corte celestial novamente, porém como "príncipe deste mundo" (Jo 12:31, RC), como aquele que mantém a Terra sob controle, mas não é seu proprietário, de modo muito similar à ação de um ladrão.
2. Leia Jó 1:6-12 e Zacarias 3:1-5. Como o grande conflito é revelado nesses textos?
Esses textos nos dão um vislumbre do aspecto celestial do grande conflito. Satanás apresenta a retidão de Jó simplesmente como interesse próprio: se eu sou bom, Deus me abençoará. A implicação é que Jó não servia a Deus porque Ele é digno, mas porque tiraria vantagens disso. De acordo com Satanás, se fosse demonstrado que servir a Deus não traria bênção, Jó abandonaria sua fé.
No caso do sumo sacerdote Josué (note o tema do santuário) e de outros cristãos (veja Ap 12:10), Ellen G. White diz que Satanás está acusando "os filhos de Deus e faz seu caso parecer tão desesperador quanto possível. Ele expõe ao Senhor seus pecados e faltas" (Parábolas de Jesus, p. 167).
Em ambos os casos, porém, a verdadeira questão é a justiça de Deus. A questão por trás de todas as acusações é: Deus é justo e reto em Seus procedimentos? O caráter de Deus está em julgamento. Deus é justo quando salva os pecadores? Deus é reto quando declara justo o injusto? Se Ele é justo, deve punir os injustos; mas se é misericordioso, deve perdoá-los. Como Deus pode ser as duas coisas?
Se Deus fosse apenas um Deus de justiça, qual seria o seu destino? Por quê?
Vindicação na cruz
Desde o princípio, Deus não deixou dúvida de que iria invalidar as acusações de Satanás e demonstrar Seu 
supremo amor e justiça. Sua justiça exige que haja pagamento da penalidade pelo pecado da humanidade. Seu amor procura restaurar a humanidade à comunhão com Ele. Como Deus poderia manifestar as duas coisas?
3. Como Deus demonstrou tanto Seu amor quanto Sua justiça? 1Jo 4:10; Rm 3:21-26
O caráter de amor e justiça de Deus foi revelado em sua mais plena manifestação na morte de Cristo. Deus nos amou e enviou Seu Filho como sacrifício expiatório pelos nossos pecados (1Jo 4:10; Jo 3:16). Ao pagar em Si mesmo a penalidade pela transgressão da lei, Deus mostrou Sua justiça: as exigências da lei tinham que ser cumpridas, e isso ocorreu na cruz, mas na pessoa de Jesus.
Ao mesmo tempo, por esse ato de justiça, Deus também pôde revelar Sua graça e amor, porque a morte de Jesus foi substitutiva. Ele morreu por nós, em nosso lugar, para que não tenhamos que enfrentar a morte eterna. Esta é a incrível provisão do evangelho: que Deus suportaria em Si mesmo o castigo que Sua justiça exigia, o castigo que legitimamente pertencia a nós.
Romanos 3:21-26 é uma joia bíblica sobre o tema da justiça de Deus e da redenção em Jesus Cristo. A morte sacrifical de Cristo é uma demonstração da justiça de Deus "para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus" (Rm 3:26).
Mais uma vez, imagens do santuário proveem a moldura para a morte de Cristo. Nas semanas anteriores, vimos que Sua morte foi um sacrifício perfeito e substitutivo e que Cristo é a "propiciação" [ou propiciatório] (Rm 3:25). Em resumo, o Antigo e o Novo Testamentos revelam que a missão de Cristo foi tipificada pelo serviço do santuário terrestre.
"Com intenso interesse, os mundos não caídos observavam para ver Jeová Se levantar e assolar os habitantes da Terra. [...] Em lugar de destruir o mundo, porém, Deus enviou Seu Filho para o salvar. [...] Justo no momento da crise, quando Satanás parecia prestes a triunfar, veio o Filho de Deus com a embaixada da graça divina" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 37). O que essa citação fala sobre o caráter de Deus?
Vindicação no juízo
Como as Escrituras mostram, o juízo de Deus é uma boa notícia para os que acreditam nEle, que confiam nEle e que são leais a Ele, mesmo que não possamos "contestar as acusações de Satanás contra nós" (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 472). No entanto, o julgamento não é apenas para nós. Ele também serve ao propósito de vindicar a Deus perante todo o Universo.
4. Como o caráter de Deus é apresentado nos seguintes textos sobre o juízo? Sl 96:10, 13; 2Tm 4:8; Ap 16:5, 7; 19:2
O caráter de Deus será revelado em Seu julgamento. No fim, o que Abraão já havia compreendido será manifestado a toda a humanidade: "Não fará justiça o Juiz de toda a Terra?" (Gn 18:25). As diferentes fases do juízo, com suas investigações do livro aberto, garantem que os anjos (no juízo pré-advento) e os justos (no juízo durante o milênio) podem comprovar e ter certeza de que Deus é justo em Sua maneira de lidar com a humanidade e que Ele tem sido misericordioso em cada caso.
5. Leia Filipenses 2:5-11. Que evento é descrito nesses versos?
Os versos 9-11 preveem a exaltação de Cristo. As duas principais ações expressam o mesmo pensamento: Jesus é Senhor, e toda a criação O reconhecerá como tal. Primeiro, todo joelho se dobrará (v. 10). O ato de dobrar os joelhos é uma ação habitual para reconhecer a autoridade de alguém. Aqui a expressão se refere à homenagem prestada a Cristo, reconhecendo Sua soberania suprema. A dimensão da homenagem é Universal. "Nos Céus, na Terra e debaixo da Terra", o que inclui todos os seres vivos: os seres sobrenaturais no Céu, os seres vivos na Terra e os mortos ressuscitados. Aparentemente, os que prestarão homenagem não são apenas os salvos. Todos reconhecerão o senhorio de Cristo, mesmo os perdidos.
A segunda ação é que todos devem confessar "que Jesus Cristo é Senhor" (v. 11). No fim, todos reconhecerão a justiça de Deus em exaltar Cristo como Senhor. Dessa forma, toda a criação reconhecerá o caráter de Deus, que tem estado no centro do grande conflito, como sendo justo e fiel. Mesmo Satanás, o arqui-inimigo de Cristo, reconhecerá a justiça de Deus e se curvará à supremacia de Cristo (leia de Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 670, 671).
O espetáculo cósmico
Durante o Sermão da Montanha, Jesus proferiu estas palavras surpreendentes: "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus" (Mt 5:16). Com isso, Ele revelou um princípio que, embora seja facilmente mal-interpretado, ainda assim é visto em toda a Bíblia: o princípio de que, sendo seguidores de Cristo, podemos trazer glória ou vergonha a Deus pelas nossas ações.
6. Leia Ezequiel 36:23-27. Como Deus vindicaria Seu nome no antigo Israel?
Esses versos contêm uma das passagens clássicas sobre a nova aliança. Deus deseja operar uma impressionante transformação entre Seu povo. Ele vai purificá-lo (v. 25) e conceder-lhe novo coração e novo espírito (v. 26), de modo que ele se torne um povo santo e siga Seus mandamentos. O que o Senhor deseja realizar é justificar e santificar os fiéis, e, por sua vida, eles honrarão a Deus pelo que Ele é e faz (v. 23).
O elemento-chave na vindicação do caráter do Senhor perante o Universo é a cruz. "Satanás viu que estava desmascarado. Sua administração foi exposta perante os anjos não caídos e o Universo celestial. Revelara-se um homicida. Derramando o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 761).
Ao mesmo tempo, os seguidores de Cristo do Novo Testamento são chamados de "espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens" (1Co 4:9). Isto é, o que fazemos está sendo visto não apenas por outras pessoas, mas também por seres celestiais. Que tipo de testemunho apresentamos? Por nossa vida, podemos dar a conhecer "a multiforme sabedoria de Deus" diante "dos principados e potestades nos lugares celestiais" (Ef 3:10). Ou nossa vida pode trazer vergonha e desonra ao nome do Senhor a quem professamos servir.
Que tipo de espetáculo sua vida apresenta para outras pessoas e aos anjos? Por meio dele, Deus é glorificado, ou Satanás pode exultar, considerando que você professa seguir a Jesus?
Pensamento de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 33-43: "Por que Foi Permitido o Pecado?"; Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 737-746: "O Caráter de Deus Revelado em Cristo".
"Havia no mundo Alguém que foi perfeito Representante do Pai, Alguém cujo caráter e prática refutavam as falsas representações que Satanás fazia de Deus. Satanás atribuiu a Deus as qualidades por ele mesmo possuídas. Em Cristo, ele via Deus revelado em Seu verdadeiro caráter – Pai compassivo e misericordioso, não querendo que ninguém se perca, mas que todos se cheguem a Ele, arrependidos, e tenham vida eterna" (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 254).
"A missão de Cristo, compreendida tão vagamente, e tão debilmente assimilada, e que O chamou do trono de Deus para o mistério do altar da cruz do Calvário, se desdobrará mais e mais à mente, e se verá que, no sacrifício de Cristo se encontra a fonte e princípio de todas as outras missões de amor" (Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 319).

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