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Escola Bíblica Dominical - 4º Trimestre 2017 - Lição Nr 08

Canal Luisa Criativa

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sexta-feira, 7 de março de 2014

O JULGAMENTO - 1ª Parte...

ONDE O JUÍZO DEVE COMEÇAR - 1ª PARTE


Em 1 Pedro 4.17, temos uma das afirmações mais sérias do Novo Testamento: "Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada". Há muita incompreensão sobre este texto, por causa do significado da palavra juízo. Geralmente as pessoas acham que juízo refere-se ao futuro, como aquele do dia final, do grande trono branco (Ap 20.11). Quando a Bíblia Sagrada fala a respeito do juízo de Deus, precisamos verificar se está num contexto escatológico ou se é para o momento atual. Nesta passagem, creio que o juízo a que se refere é algo que ocorre no presente.
"A ocasião de começar o juízo..." Isto foi escrito há muito tempo atrás e Pedro estava certo de que aquela era uma ocasião apropriada para o juízo. É ainda mais apropriada agora. Não há como escapar do fato de que a questão do juízo faz parte integral da vida de um verdadeiro discípulo de Jesus. Uma das razões por que precisamos tanto de avivamento hoje é justamente por termos deixado tanto de lado esta questão de juízo e por o considerarmos como algo tão irrelevante para a vida do cristão.
O texto, porém, não só declara que a ocasião de começar o juízo já chegou, mas também identifica onde deve começar. Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada." Se você examinar o texto no original, verá que na realidade diz que é hora do juízo começar a partir da casa de Deus. Não é algo que fica limitado dentro da casa de Deus. Começa ali e sai para fora também. Este é um aspecto muito importante da verdade revelada aqui.
Precisamos observar que a palavra usada neste texto é juízo, não castigo. Jesus Cristo já levou todo o seu castigo. O mundo aguarda juízo no sentido de penalidade. Aqui é sobre aqueles que crêem e tem o propósito de refinar e purificar. Ao ouvir a palavra numa reunião, ao ser tocado pelo Espírito Santo  numa conferência, ou até num momento a sós com Deus, você pode sentir a necessidade de purificar sua vida. Entretanto, aquele toque especial passa e geralmente Deus precisa nos lembrar da decisão que tomamos ou da mudança necessária que vimos naquela experiência. Deus usa seus juízos para nos lembrar e alertar.

Três Esferas de Juízo
 
Ao falar sobre juízo para tratar com o pecado, precisamos enxergar três esferas distintas de atuação. Em primeiro lugar, o discípulo de Jesus precisa aprender a julgar a si mesmo. Há um enorme acúmulo de iniqüidade dentro da igreja hoje porque a grande maioria dos cristãos se omite neste assunto.
Em segundo lugar, existe a esfera onde a igreja deve julgar. No plano de Deus, cada igreja deve julgar seu próprio povo.
"Ah", alguém vai dizer, mas a Bíblia diz que não devemos julgar, a fim de nós mesmos não sermos julgados (Mt 7.1).
Porém, a mesma Bíblia diz que devemos julgar com reta justiça (Jo 7.24). Diz também que seremos julgados de acordo com o mesmo critério com que julgamos aos outros.
A Bíblia não diz que a igreja não deve julgar. Ordena que não se faça julgamentos injustos. Não devemos ser mais severos com os outros do que somos conosco mesmos. Portanto, a seqüência é esta: é nossa responsabilidade julgar a nós mesmos. Se o indivíduo não julgar a si mesmo, a igreja deve julgá-lo (ver 1 Co 5.9-13; 6.1-8). E, em último caso, se a igreja não o quiser julgar, há ainda a terceira esfera de juízo, que é a esfera de Deus.
Se você é líder ou pastor de outras vidas, sua primeira tarefa é examinar sua própria vida. Tire tempo, deixe Deus colocar sua luz em todas as áreas da sua vida e exercer o juízo do Espírito Santo sobre tudo que ele quiser. À medida que estiver andando na plena luz que Deus lhe deu, é hora de tratar com as pessoas sob seus cuidados de forma graciosa e amorosa, mas também firme e justa. O juízo precisa começar com a família da fé.

O Que Acontece Quando Não Se Julga?
 
Uma das passagens mais sérias sobre este assunto é bem conhecida, por tratar da celebração da ceia do Senhor. Está em 1 Coríntios 11.27-32: "Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo."
De acordo com esta passagem, se alguém persiste em não julgar a si mesmo, há grande chance de ser julgado junto com o mundo. A pessoa contrita e arrependida, que tem a mente substituída (a mente de Cristo), não tem interesse no pecado. Não é que não peca, nem que não falha. Pode ser até que cometa terríveis erros, porém ela possui a mentalidade do Espírito e julga a si mesma com severidade, a fim de não ser julgada com o mundo.
Em 1 Coríntios 5.3-5, ao tratar com imoralidade na igreja, Paulo declara o seguinte julgamento: Ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei... que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor Jesus... entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus".
Sem dúvida alguma, há muitas pessoas na igreja hoje que precisam ser julgadas, para que seus espíritos sejam disciplinados e suas almas salvas.
Em Êxodo 19 temos uma figura muito forte do que estou querendo mostrar. Advertindo Moisés a não deixar o povo tocar no monte Sinai, nem tentar ver o próprio Deus, que estava prestes a se revelar de forma inédita na proclamação dos Dez Mandamentos, o Senhor usou a seguinte expressão: "... para que o Senhor não se lance sobre eles" (v.22). Outra versão diz: "... para que o Senhor não os fira", e outra ainda: "Se não se purificarem, eu os matarei". Se eu não quiser julgar a mim mesmo - e a igreja não tiver a coragem de me julgar - posso advertir seriamente: o Senhor de fato há de se lançar sobre nós!
E quando a igreja tem medo de enfrentar certas pessoas? Talvez seja um líder, talvez seja uma pessoa de destaque, talvez todos se intimidem diante dele ou dela! Ninguém está acima da necessidade de ser julgado. Pode ser que surja um problema ou um pecado na vida de alguém, num momento crucial da sua vida, e esta pessoa não enxerga ou não quer tratar com aquele problema. A minha oração é que não falhemos com nossos irmãos, nem falhemos em relação a nós mesmos, no sentido de julgar e abandonar o pecado; pois se falharmos, certamente o Senhor se manifestará em juízo entre nós!
O Senhor já começou a se lançar sobre nós! Para quem tem olhos para ver, estamos vendo a mão de Deus em juízo há alguns anos. Eu não poderia neste espaço começar a falar sobre a retirada da presença manifesta de Deus. Nem daria para mostrar em Jeremias 13, quando o povo de Deus não julgava a si mesmo, nem uns aos outros, como Deus se entristecia e entregava-os a um estado de embriaguez espiritual. Você já se familiarizou com o livro de Jeremias? Já viu como os juízos de Deus são multiformes e podem se manifestar de várias maneiras?
Ouça estas palavras solenes em Hebreus 12.25: Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem, divinamente, os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte." Estas palavras que vimos em Êxodo ("para que o Senhor não se lance sobre eles") foram dadas na terra. Devemos tomar cuidado com a advertência da voz de Deus que vem dos céus, pois nosso Deus é um fogo consumidor. Não é de se admirar que o salmista tenha declarado: "Arrepia-se-me a carne com temor de ti, e temo os teus juízos" (Sl 119.120).
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