Escola Bíblica Dominical - 3º Trimestre 2017 - Lição Nr 13

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O MINISTÉRIO DE JESUS...

O MINISTÉRIO DE JESUS E A SOCIEDADE DE SEU TEMPO


O melhor registro do ministério de Jesus é encontrado nos evangelhos, que tinham a preocupação de não escrever uma biografia, mas a proclamação da salvação trazida por Cristo, cristologias com fundo biográfico. Os evangelistas, convencidos como estão da importância de Cristo para a salvação do homem, não abordam o assunto com fria mentalidade jornalística ou científica; antes, preocupam-se em captar o coração da mensagem e da vida de Cristo, o sentido da salvação realizada por Deus por meio do seu Filho encarnado.[1]


Um dos mais conhecidos testemunhos não cristão sobre a historicidade de Jesus é do historiador judeu do primeiro século, Flávio Josefo (37-103 d.C.). Seu livro "Antiguidades Judaicas", possui um longo parágrafo em que faz referência a Jesus. Esse texto é conhecido como Testimonium Flavianum.

Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considerá-lo simplesmente como homem, tanto suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios. Era o CRISTO. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante Pilatos e ele fê-lo crucificar. Os que o haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. E lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito e que ele faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos, que vemos ainda hoje, tiraram seu nome.[2]

Pouco se sabe sobre a infância de Jesus. Mas é provável que tenha recebido a educação dada a qualquer criança judia de sua época, ou seja, recebeu educação bíblica no lar e na escola sinagogal para crianças. Aprendeu também o ofício de seu pai, porque toda criança judia recebia instrução manual.[3]

Seu ministério teve início, logo após ter sido batizado por João Batista, seguindo a tentação no deserto e a escolha dos discípulos. Seu ministério durou cerca de três anos e se concentrou basicamente na Galiléia, tendo algumas passagens por Jerusalém e redondezas.

Jesus viveu em uma sociedade preconceituosa, mas o seu ensinamento é contrário aos dogmas religiosos incoerentes e desviantes impostos pela elite farisaica. Se aproximava com amor e missão de resgate de indivíduos proscritos da sociedade, como por exemplo: cobradores de impostos, prostitutas, leprosos, samaritanos.

Suas ações ensinavam assim como suas palavras, curando no sábado ensinou aos fariseus que este foi feito para o homem, e não o homem feito para o sábado. Ao defender  os seus discípulos por comerem sem lavar as mãos, estava ensinando  que o que contamina o homem é o que sai da boca e não o que entra. Ao entrar em casa de publicano, ensinou que são os doentes que necessitam de médicos e não os saudáveis.

Na complexa sociedade em que vive, dominada pelo legalismo, perturbada por tensões ideológicas, com graves problemas sociais e sujeita à dominação estrangeira, a figura de Jesus surge como a de um homem livre que não se deixa condicionar pelos preconceitos nem pelas circunstâncias de sua sociedade.[4]

Jesus realizou muitas curas e milagres que são inexplicáveis à lei natural. Os racionalistas e empiristas negam sua possibilidade e procuram explicá-los pelas leis naturais ou interpretá-los como mito; esta última negação implica em negar as narrativas bíblicas como históricas.[5]

Era cheio de autoridade, enfrentou os poderes do mal social com coragem e verdade, os sumos sacerdotes, fariseus, Herodes e Pilatos.

Sua mensagem era libertadora. Não uma liberdade esperada pelos judeus de um Messias que iria libertá-los do jugo romano, mas a mensagem de libertação de uma ideologia pressora e da malignidade em geral. Combateu a valorização do tradicionalismo que nem mesmo os fariseus conseguiram suportar, e que afastava o povo de Deus, as doutrinas da purificação, o guardar o sábado que deveria ser um dia de festa e que se tornara um dia de rigor, e um coração duro que se importava mais com tradições religiosas do que o amor ao próximo.

Jesus freqüenta a sinagoga para abrir a mentalidade do povo com seu ensinamento para horizonte alternativo e afirmar a possibilidade de mudança. (...) A expressão máxima desta opressão era a observância do preceito do descanso sabático ou festivo. A casuística tecida em torno dele era tão angustiante que o que devia ser dia de festa e de alegria transformara-se em tormento. O simples ato de arrancar algumas  espigas era considerado pecaminoso (Mc 2,23s); o mesmo acontecia com a cura de enfermo ou inválido (Mc 3,2; Jo 5,16)[6]

Seus ensinamentos são dirigidos para uma população oprimida, pela idealização de uma severidade religiosa que distanciava o homem de Deus, ao invés de aproximá-lo. Jesus vem apresentar um Deus que busca intimidade com o homem, misericordioso e amoroso. Os Escritos Joaninos[7], elucidam extraordinariamente esse ponto da mensagem de Jesus.

Jesus preparou os seus discípulos para que depois de sua ascensão aos céus, eles continuassem sua obra. Seu ministério foi simples, com os seus discípulos e os seguidores ao redor de si. Não deixou nenhuma forma de culto, mas deixou a ordenança do batismo, da eucaristia e de proclamar as suas Boas Novas a todos os povos.

Após sua ascensão aos céus, seus discípulos permaneceram reunidos, aguardando o poder prometido que viria do alto. Dez dias depois, no Pentecostes, o Espírito Santo prometido por Jesus veio sobre eles, revestindo-os de poder.[8] Começaram então sua atividade, com autoridade e ousadia propagando o cristianismo em Jerusalém, em toda a Judéia e a Samaria, e até os confins da terra.[9]


Notas:

[1] PIERINI, 2004, 39-40.

[2] Antiguidades Judaicas, XVIII, 4 parágrafo 772.

[3] CAIRNS, 1995, 40.

[4] MATEOS; CAMACHO, 2003, 63-64.

[5] CAIRNS, 1995, 42.

[6] MATEOS; CAMACHO, 2003, 70.

[7] Pois Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3.16.
Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conheceu a Deus, porque Deus é amor. I João 4.7-8.

[8] NICHOLS, 2008, 30.

[9] Atos dos Apóstolos 1.8.


Referências bibliográficas:

Bíblia de Jerusalém. 3ª impressão, São paulo: Paulus, 2004.

CAIRNS, Earle E. O Cristianismo através dos Séculos, Uma História da Igreja Cristã. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1995.

JOSEFO, Flávio. História dos hebreus, obra completa, 5ª ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2001.

MATEOS, J; CAMACHO, F. Jesus e a Sociedade de seu Tempo, 3ª ed. São Paulo: Paulus, 2003

NICHOLS, Robert H. História da Igreja Cristã, 13ª ed. São Paulo: cultura Cristã, 2008.

PIERINI, Franco. A Idade Antiga, curso de História da Igreja I. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 2004. 

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