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Escola Bíblica Dominical - 4º Trimestre 2017 - Lição Nr 09

Canal Luisa Criativa

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domingo, 31 de julho de 2011

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Aperfeiçoando os Santos

Aperfeiçoando os Santos

O propósito de Deus ao criar todas as coisas era ter um povo para si, que fosse santo e inculpável (Efésios 1:4; 5:25-27); que fosse feito à imagem de seu Filho (Romanos 8:29).  Deus utiliza a "reconciliação" para realizar esta meta no homem caído (2 Coríntios 5:17-21).  Efésios 4:1-16 é um dos trechos das Escrituras que define mais nitidamente esse processo.  Deus tomou judeus e gentios e criou nele mesmo "um novo homem . . . em justiça e retidão procedentes da verdade . . . para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2:15-16; 4:24; 2:10).  Somos admoestados a manter a unidade do "novo homem" (Efésios 4:1-6).

A graça é dada segundo a medida do dom de Cristo, quando ele levou "cativo o cativeiro" e "concedeu dons aos homens" (Efésios 4:7-10).  Esses dons que ele deu são os de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre, para o aperfeiçoamento dos santos (Efésios 4:11-12).  Os remidos devem crescer "à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo".  Isso ocorre "seguindo a verdade em amor", para que "cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo".  O corpo deve estar entrelaçado a fim de contribuir para a edificação do todo (Efésios 4:13-16).

Apóstolo e profeta são dons de Cristo para revelar a mente de Deus, para que sejamos "co-participantes da natureza divina" (2 Pedro 1:3-4).  O evangelista "conta as boas novas"; o pastor apascenta o rebanho; o mestre é todo aquele que também partilha de falar a verdade em amor.  Cada um desempenha um papel vital para formar Cristo nos santos.  A obra dos apóstolos e dos profetas inspirados está completa; temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2:16).  Mas a obra dos demais continua à medida que continua, em cada um de nós, o processo de aperfeiçoar os santos.  Nem mesmo Paulo era ainda "perfeito".  Ele aplicava-se em direção ao alvo, para obter o prêmio.  Devemos andar debaixo do mesmo mandamento (Filipenses 3:12-16).  O alvo é chegar à "medida da estatura da plenitude de Cristo"; o prêmio é a transformação do corpo da nossa humilhação para que se assemelhe ao corpo da glória de Cristo (Filipenses 3:20-21), a redenção do corpo (Romanos 8:23-25).  Cada um dos dons de Cristo destina-se a esse objetivo; devemos fazer uso deles para nosso crescimento e para auxiliar outras pessoas.

Todos devem ser "evangelistas" até certo ponto.  Os discípulos perseguidos iam a toda parte "pregando [evangelizando] a palavra" (Atos 8:4).  Quem "fala das boas novas" evangeliza, até mesmo aquela irmã que se senta na mesa da cozinha compartilhando a mensagem com a vizinha ao lado.  Ela tem a restrição de não poder ter autoridade sobre o homem, mas não está impedida de compartilhar as boas novas dentro desse papel funcional.  Todos devemos contar a história de Cristo.

Os pastores são dons de Cristo para apascentar o rebanho dele.  Eles são homens no "rebanho de Deus que há entre" nós que atingiram um caráter espiritual maduro (que chamamos qualificações), a fim de "governar" (liderar, estar à frente, persuadir, Hebreus 13:7, 17).  Sendo homens de qualidade no caráter, servem de exemplo para o rebanho (1 Pedro 5:3).  Sendo capazes de ensinar, podem persuadir e convencer pela sabedoria de Deus (Tito 1:9).

Os santos precisam de homens sábios para guiá-los ("presbítero" refere-se a essa pessoa madura); precisam de homens justos que os influencie ("imitai a fé que tiveram"); precisam de homens prestativos que cuidem de suas almas ("pastor" e "supervisor" sugerem isso).  O retrato que o Novo Testamento apresenta desses homens e o trabalho deles dizem respeito a homens que cuidam tanto da alma dos santos, que desejam a oportunidade de ajudar outras pessoas a crescer espiritualmente.  Representa homens com profundo desejo espiritual de servir e que já estão buscando realizar isso; homens que já se ocupam de edificar o corpo e estão limitados somente pela oportunidade que vem com a ordenação.  Deus quer homens, sim, os santos precisam de homens dispostos a dar a energia, o tempo, o amor e as lágrimas; homens que estejam dispostos dia e noite, em público e de casa em casa; homens que não reterão nada que seja proveitoso, mas declararão todo o conselho de Deus.  O que Paulo tinha estado fazendo em Éfeso enquanto esteve lá deve ser agora a tarefa dos bispos (Atos 20:17-35).  Se um homem não ama a alma dos santos, que não se intrometa no papel do presbítero; não passará de um mercenário e corromperá o sistema de Deus.  Atente para as advertências aos pastores de Deus em Ezequiel 34:11-24.

Todos devemos ser mestres.  Sempre há alguém para ajudarmos compartilhando com ele o que sabemos sobre a vontade de Deus.  Falemos todos a verdade em amor, para que cresçamos nele, que é o Cabeça.  A obra da redenção não termina até que todos não mais sejam "meninos, agitados de um lado para outro", por qualquer "vento de doutrina" ou "artimanha" (Efésios 4:11-16 e 1 Tessalonicenses 5:12-15).  1 Coríntios 12:12-27 e Romanos 12:3-8 retratam um corpo (organismo vivo) que se mantém sob o comando de Cristo, sua cabeça.  O objetivo: que "Cristo se forme" em nós (Gálatas 4:19).

De qual igreja você é?

De Qual Igreja Você É?

Descobrindo a Igreja do Primeiro Século
Atos 11:19-26
Há dois mil anos, quando os apóstolos começaram a pregar o evangelho do Senhor pelo mundo inteiro, não existia uma variedade de "igrejas", denominações e seitas, todas com as suas doutrinas e métodos para ganhar discípulos. De fato, Jesus Cristo e os seus apóstolos ensinaram haver uma só igreja, a qual é o corpo de Jesus, ele mesmo sendo o cabeça (Mateus 16:18; Efésios 1:22-23, 4:4, 5:22-23; Colossenses 1:18). Portanto, quando pessoas se convertiam, ninguém lhes perguntava, "de qual igreja você é?" - pois era óbvio que pertenciam àquela única igreja que Cristo mesmo edificou.
Muitos hoje dizem estar procurando "a igreja certa". Para alguns isto quer dizer simplesmente um lugar onde possam se sentir bem ou confortáveis, apaziguando suas consciências com atos externos de "adoração" a Deus. Porém, para os mais honestos, esta procura é uma busca verdadeira para fazer parte da "...nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2:9-10).
Com o intuito honesto de descobrir a igreja edificada por Cristo, vamos viajar dois mil anos atrás para a cidade de Antioquia da Síria, onde estava chegando pela primeira vez a pregação do evangelho de Jesus. Ao lermos este relato do Espírito Santo sobre a conversão das pessoas desta cidade, prestemos bem atenção ao que aconteceu, e façamos a pergunta, "de qual igreja eram estas pessoas?"
O que aconteceu em Antioquia? (Atos 11:19-20)
Depois que Estêvão foi morto em Jerusalém por pregar o evangelho (Atos 7:51 - 8:4), os cristãos que ali moravam se espalharam pelas regiões ao redor, levando a palavra do Senhor para lugares onde ainda não havia sido pregada. No início estes discípulos pregavam somente aos judeus, porém alguns que eram naturais de lugares entre os gentios ("gregos") logo começaram também a pregar aos não-judeus.
O que, exatamente, estes discípulos pregavam? Versículo 19 diz que se espalharam "anunciando...a palavra", e versículo 20 nos ensina que estavam "anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus". Este fato é simples e importante demais para o ignorarmos - os que saíram de Jerusalém pregavam somente a palavra, o evangelho do Senhor Jesus. Mostrando este mesmo padrão em seu ensinamento, o apóstolo Paulo disse: "decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" (1 Coríntios 2:2).
Qual o resultado da pregação da palavra do Senhor? (Atos 11:21-24)
A Bíblia Sagrada nos afirma que ouvir a palavra é suficiente para produzir fé em pessoas a fim de salvá-las. O apóstolo Paulo escreveu aos Romanos, "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê..." e "...assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo" (Romanos 1:16; 10:17). Pessoas que verdadeiramente querem servir a Deus junto ao povo Dele não precisam ouvir de milagres ou promessas de bênçãos materiais, porém responderão com fé à simples pregação da palavra de Cristo. Vejamos o que aconteceu em Antioquia quando as pessoas responderam com fé:
Conversão ao Senhor. Quando as pessoas honestas de Antioquia ouviram o evangelho, "crendo, se converteram ao Senhor" (Atos 11:21). Pregar o evangelho de Jesus Cristo resulta na conversão de pessoas a Ele, o Senhor!
Ninguém na Bíblia jamais foi convertido à igreja. Porém, muitos hoje são. Basta ouvir uma conversa entre dois crentes, e logo alguém dirá algo assim: "Você sabia que o irmão fulano-de-tal saiu da igreja?" ou "Graças a Deus que depois de tanto tempo desviado eu voltei para a igreja!" Expressões assim mostram pessoas convertidas à igreja e não ao Senhor. O problema é que muitos que se chamam "evangelistas" saem pelas ruas anunciando muitas coisas - a igreja, o pastor, teologia, promessas de curas ou de bênçãos materiais, expulsão de demônios, etc. - mas pouca gente parece ter interesse pela pregação da palavra de Deus. O resultado disso é pessoas convertidas a estas coisas, e não ao Senhor. Para fazer parte da igreja que pertence ao Senhor, é necessário ouvir o evangelho, a palavra que fala do Senhor, para que sejamos convertidos a Ele.
Firmeza no Senhor. Boas notícias correm rapidamente, e logo a igreja em Jerusalém ficou sabendo da conversão das pessoas em Antioquia (Atos 11:22). A linguagem que descreve a igreja em Jerusalém deve chamar nossa cuidadosa atenção. Por exemplo, ela tem "ouvidos". Também, ao mesmo tempo ela é singular - "a igreja" - e plural - "enviaram Barnabé". O que aprendemos com isto? A palavra "igreja" na Bíblia Sagrada não descreve um prédio ou uma organização (denominação), e sim pessoas. A igreja em Jerusalém simplesmente eram pessoas convertidas ao Senhor que ouviram da conversão de outros e mandaram ajuda na pessoa de Barnabé.
Quando Barnabé chegou em Antioquia, ele ficou alegre ao ver a graça de Deus entre estes novos convertidos (Atos 11:23). Como é possível ver a graça de Deus? O apóstolo Paulo escreveu: "a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus..." (Tito 2:11-13). O que Barnabé viu em Antioquia eram pessoas que manifestavam vidas transformadas pela graça de Deus. Sua resposta era de exortar "a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor" (Atos 11:23).
Muitos têm orgulho de dizer que permanecerão sempre firmes na igreja. Vamos lembrar, porém, que a igreja é pessoas, e pessoas, mesmo boas, podem errar. Seria tolice permanecer firme em pessoas se estas não estão firmes no Senhor! Porém, quem permanece firme no Senhor não cairá mesmo se toda a igreja e os pastores caírem, pois seguirá aquele que é o verdadeiro "bom pastor" (João 10:27-28).
União ao Senhor. Por causa da pregação do evangelho por Barnabé e outros em Antioquia, "muita gente se uniu ao Senhor" (Atos 11:24). De fato, o resultado de pessoas ouvindo o evangelho do Senhor, se convertendo ao Senhor, e permanecendo no Senhor sempre será pessoas unidas ao Senhor. Este é o ponto da conversão - Deus nos oferece paz e reconciliação em Cristo para que possamos ser unidos a Ele para eternidade (2 Coríntios 5:18-21; João 14:1-3)!
De qual igreja eram estas pessoas? (Atos 11:25-26)
Infelizmente, o padrão que vemos no mundo religioso hoje é bem diferente do que vimos em Antioquia. Hoje, pessoas pregam a igreja, se convertem à igreja, permanecem na igreja, e se unem à igreja. Porém, o foco de Barnabé e dos outros discípulos que espalhavam a palavra nunca era a igreja, e sim era sempre o Senhor! E o que acontece quando pessoas respondem à pregação do Senhor? "Por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão" (Atos 11:26). Ninguém pregou a igreja, mas mesmo assim o resultado da pregação foi uma igreja em Antioquia que estava ativamente ensinando a outros!
Permanece, portanto, a minha pergunta - "de qual igreja eram estas pessoas?" Era Católica? Batista? Presbiteriana? Mórmon? Não! Para ser uma dessas igrejas, teria sido necessário pregar e converter pessoas à doutrina de uma delas. Era uma filiada da igreja de Jerusalém? Também não! Ninguém pregou a igreja de Jerusalém, embora todos tivessem saído de lá! A doutrina não era de Jerusalém, e sim do Senhor! Então, qual igreja era? Basta dizer que era a igreja do Senhor (pois, pertence a Ele!) que se reunia na cidade de Antioquia (Romanos 16:1; 1 Coríntios 1:2; 1 Tessalonicenses 1:1; etc.).
E como foram chamados os membros desta igreja? Católicos? Batistas? Presbiterianos? Mórmons? Também não! "Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos" (Atos 11:26). Sendo pessoas que ouviram a palavra do Senhor Jesus Cristo, se converteram ao Senhor Jesus Cristo, permaneceram no Senhor Jesus Cristo, e se uniram ao Senhor Jesus Cristo, faz perfeito sentido eles terem sido chamados pelo título Dele - "cristãos". Estes não conheceram nenhuma doutrina humana para que fossem chamados por nomes e métodos humanos. Estes seguiram e serviram a Jesus Cristo.
É possível ter uma igreja igual à de Antioquia hoje?
O problema não se resolve em ter uma igreja igual à de Antioquia, mas em ser uma igual. Afirmo que isto não é somente possível, mas é essencial, pois sendo qualquer outra coisa traz a condenação de Deus (2 João 9-11)! Como conseguiremos isto? A resposta é simples - faremos da mesma forma que os irmãos no primeiro século o fizeram. Deixemos de procurar igrejas e filiações com denominações e doutrinas humanas, procurando em vez disso o Senhor através da palavra Dele! Ao ouvir o simples evangelho, pessoas honestas se converterão, permanecerão firmes, e se unirão ao Senhor. Quando se reunirem em um só lugar para adorar o Senhor juntas, mesmo se forem só duas ou três pessoas, já serão uma igreja (Mateus 18:20). Qual igreja serão? A igreja edificada pelo Senhor, Ele mesmo sendo a cabeça.
De qual igreja você é?

Compromisso Pessoal

Compromisso Pessoal


Ele foi literalmente arrancado da morte e feito rei! A vida de Joás foi cheia de agitação. Quando ele tinha somente um ano de idade, seu pai, Acazias, rei de Judá (o reino do sul), foi morto durante um expurgo que aconteceu no reino de Israel (o reino do norte). Veja 2 Crônicas 22. A mãe de Acazias, Atalia, viu uma oportunidade de tomar o poder no reino do sul e matou todos os filhos de Acazias, herdeiros do trono, exceto um. Esse filho, Joás, sobreviveu só porque foi escondido no templo pela sua tia Jeosebeate, irmã de Acazias e esposa do sumo sacerdote.
Durante seis anos Joás ficou escondido no templo, mas o sumo sacerdote Joiada, um homem piedoso, finalmente fez arranjos para depor a rainha Atalia (2 Crônicas 23). Joás tornou-se rei quando tinha apenas sete anos de idade (2 Crônicas 24:1-2). Com a influência do sumo sacerdote Joiada, Joás foi um bom rei. Seu feito mais notável foi recompor os estragos feitos no templo pelos filhos de Atalia.
O fim da vida de Joás foi triste. Finalmente, o sumo sacerdote Joiada morreu e depois de sua morte Joás começou a dar ouvidos aos chefes de Judá, homens injustos que aconselharam uma volta à idolatria. Toda a nação começou a praticar a idolatria (2 Crônicas 24:17-18). O Senhor enviou Zacarias, o filho de Joiada, para repreender Joás por causa de sua idolatria, mas Joás ordenou que Zacarias fosse apedrejado no pátio da casa do Senhor. O próprio Joás finalmente foi assassinado por dois dos seus servos.
Joás evidentemente não possuía o profundo desejo pessoal de servir a Deus. Sua conduta foi determinada pelos outros, bons ou maus. É bom ter a influência de pessoas piedosas em nossas vidas, mas precisamos desenvolver uma determinação pessoal a fazer o que é certo sem considerar quem nossos companheiros atuais possam ser . . . ou seremos levados pelo seu conselho e comportamento, assim como o foi Joás.

Até que ponto vai a supervisão dos pastores?


Até que ponto vai a supervisão dos pastores?
O Que a Bíblia Diz?

No Novo Testamento, homens com qualificações especiais reveladas pelo Senhor (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9) foram selecionados para supervisionar e cuidar dos seus irmãos. Estes homens foram chamados presbíteros ou bispos, e sua função era pastorear o rebanho de Deus (Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-3). Pelo seu exemplo e ensinamento, eles eram encarregados da responsabilidade de guiar o rebanho no serviço do Senhor (Hebreus 13:7,17).
Tais homens eram selecionados nas igrejas locais (Atos 14:23; Filipenses 1:1). Observe que nunca lemos no Novo Testamento sobre um só homem pastoreando uma igreja; havia sempre mais de um (Atos 20:17; Filipenses 1:1). O propósito de Deus não era dar alguma posição de poder a algum homem, mas colocar bons homens na posição de olhar por seus irmãos.
Esses homens tinham que supervisionar o rebanho onde estavam (1 Pedro 5:2). Não há a mais leve sugestão de bispos nas igrejas primitivas tentando supervisionar ou comandar o trabalho de outras igrejas. Tais termos como igrejas matrizes, igrejas filiais, igrejas patrocinadoras e igrejas de missões são invenções humanas sem qualquer base bíblica. Quando pastores de uma igreja procuram supervisionar seus irmãos de outras congregações, eles estão indo além das instruções do Senhor. Ninguém, especialmente aqueles que guiam o povo de Deus, deve exceder o que Deus determinou (1 Coríntios 4:6; Colossenses 3:17).
Isto não significa que um bispo de uma igreja local não possa ensinar irmãos em outros lugares. Pedro serviu como presbítero no tempo em que ele escreveu sua primeira carta (1 Pedro 5:1). Presbíteros, como qualquer outro cristão, podem ensinar qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer tempo. Mas os bispos não têm direito de pastorear mais do que o rebanho local no qual servem.
Hoje em dia, os sistemas de organização em muitas denominações são invenções humanas não autorizadas por Deus. Deus não ordenou hierarquias poderosas, direção centralizada ou bispos regionais. Ele autorizou grupos de homens qualificados a pastorear as congregações locais. Que possamos ter confiança no Senhor e seguir seu plano.

As desculpas de Moisés - Tentando fugir das responsabilidades

As Desculpas de MoisésTentando Fugir da Responsabilidade

Moisés nasceu num momento crítico. O povo dele, os descendentes de Abraão escolhidos para receber grandes promessas, estava sofrendo terrivelmente. Os egípcios dominavam os hebreus com tirania, e até matavam os filhos recém-nascidos para controlar o crescimento da nação escrava. A mãe de Moisés escondeu o próprio filho e, depois, deixou que ele fosse adotado por uma princesa do Egito.

Moisés viu a injustiça e tentou defender seu povo. Ele matou um egípcio que espancava um dos hebreus, imaginando que o povo lhe daria apoio. Mas, o povo medroso não entendeu o que Moisés queria fazer, e ele tinha que fugir do Egito. Dos 40 aos 80 anos de idade, ele ficou longe do Egito, servindo como humilde pastor de ovelhas. Neste tempo, ele casou e teve filhos. Talvez ele conseguiu esquecer um pouco do sofrimento dos parentes no Egito. Até um dia, quando Deus apareceu no monte Sinai, numa moita que ardia; mas não se queimava. Deus mandou que Moisés descesse para o Egito para livrar o povo da escravidão.

Moisés, com 40 anos de idade e com todo o vigor físico e o desejo ardente de ajudar os parentes, não conseguiu fazer nada. Agora, com 80 anos, vai fazer o que? Vai entrar na presença do rei (faraó) do país mais poderoso do mundo e exigir a libertação de milhões de escravos? Moisés se considerava um libertador pouco provável, e começou a oferecer suas desculpas ao Senhor. Vamos examinar as cinco desculpas que ele deu, e a maneira que Deus respondeu a cada uma. O relato se encontra em Êxodo 3 e 4.

Quem sou eu? "Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?" (Êxodo 3:11). Que convite para uma pregação positiva! Dá para ouvir alguns pastores, hoje em dia, fazendo belas pregações elogiando tal pobre sujeito que não reconhece sua força interior. "Você é alguém", diriam para Moisés. "Com pensamentos positivos, você pode realizar seus sonhos." Mas esses pastores não estão pregando a palavra do Deus que chamou Moisés. Deus não elogiou Moisés. Ele não fez algum grande discurso para mostrar que Moisés era alguém. Deus, implicitamente, concordou com Moisés. É verdade. Você não é ninguém.  Mas eu sou o Criador do universo e "Eu serei contigo" (Êxodo 3:12).

Muitas pessoas recusam cumprir os papéis que Deus lhes tem dado, porque se julgam incapazes. Olham para outras pessoas mais talentosas e acham desculpas por não fazer a vontade de Deus. O fato é que sempre encontraremos ao nosso redor pessoas mais inteligentes, mais fortes, mais eloqüentes e mais conhecidas. Mas, Deus nunca usou tais qualidades para medir seus servos. Ele não quer pessoas auto-confiantes, mas pessoas que confiam nele. Se você tende a fugir da responsabilidade porque não é ninguém, está olhando na direção errada. Pare de olhar no espelho para ver suas limitações, e comece a olhar para Deus Todo-Poderoso.

O que direi? Deus respondeu à primeira desculpa, e Moisés já ofereceu a segunda. Tudo bem, eu vou lá para falar com o povo sobre a libertação, e eles vão perguntar para mim. Vão querer saber o nome do Deus que me enviou. O que eu direi para eles? (Êxodo 3:13).

Os egípcios serviam muitos deuses, e os hebreus foram corrompidos pela influência deles (Josué 24:14). Para alguém chegar no meio deles e dizer que "Deus me mandou" seria uma mensagem vaga. Ao mesmo tempo, Deus já tinha se identificado para Moisés (Êxodo 3:6). Da mesma maneira que Deus usa muitas descrições de Si nos outros livros da Bíblia, ele usou várias neste capítulo. Além de ser o Deus de Abraão, Isaque, Jacó e do pai de Moisés (Êxodo 3:6), Ele se descreve como "Eu Sou o Que Eu Sou" (Êxodo 3:14). Esta descrição, a mesma usada por Jesus Cristo em João 8:24 e 58, é uma afirmação da eternidade de Deus. Ele é, e sempre existirá. Mais ainda, Deus usou o nome traduzido na maioria das Bíblias atuais com maiúsculos: SENHOR. Este nome vem do tetragrama, ou nome de quatro letras (YHWH). Sem vogais, ninguém sabe a pronuncia correta deste nome (alguns sugerem Javé). Alguns séculos depois de Moisés, os judeus acrescentaram vogais e começaram pronunciar o nome como "Jeová". A tradução grega do Antigo Testamento usa a palavra "Kyrios" que é traduzida em nossas Bíblias como "Senhor".

Algumas pessoas hoje, incluindo as Testemunhas de Jeová, têm insistido que "Jeová" ou alguma forma semelhante é o único nome de Deus, e que devemos usar este nome exclusivamente. Usam passagens como Êxodo 3:15 ("este é o meu nome eternamente"). Algumas observações na Bíblia Sagrada mostram claramente que Deus não estava dizendo que os servos Dele usassem este nome como a única maneira de falar sobre Deus. Outras passagens usam diversos nomes ou descrições de Deus, mostrando seu poder, sua eternidade, etc. Um versículo é suficiente para provar o erro da doutrina de "um único nome" para Deus. Amós 5:27 diz: "...diz o SENHOR, cujo nome é Deus dos Exércitos". Se o próprio SENHOR  (YHWH) diz que seu nome é Deus (Elohim) dos Exércitos, nenhum homem tem direito de proibir o uso de descrições bíblicas de Deus. Para tirar qualquer dúvida, podemos ver o exemplo de Jesus. Ele citou, várias vezes, a tradução grega do Velho Testamento, que usa a palavra Kyrios (Senhor) no lugar de YHWH. (Por exemplo, ele cita a Septuaginta, que usa a palavra Kyrios, em Marcos 12:11). Mais uma observação nos ajudará: o nome YHWH não aplica somente a Deus Pai, como alguns falsos mestres sugerem. Mateus 3:3 fala sobre o papel de João Batista em preparar o caminho de Jesus Cristo, e cita Isaías 40:3. YHWH (Javé ou Jeová) de Isaías 40:3 é Jesus!

A resposta do Senhor a Moisés não foi dada para sugerir que haveria apenas um nome oficial de Deus. O Deus eterno e soberano queria se destacar dos falsos deuses adorados pelos egípcios e até pelos próprios hebreus.

Eles não crerão! A terceira desculpa de Moisés mostra que ele continua preocupado com sua própria credibilidade. Eles não crerão na minha palavra, ele diz (Êxodo 4:1). Deus reconheceu que esta preocupação era válida, e ofereceu três sinais para confirmar a palavra de Moisés (Êxodo 4:2-9). O bordão se transformou em serpente, a mão se tornou leprosa e a água tirada do rio se tornou em sangue. Esta é a primeira vez na Bíblia que Deus concedeu ao homem o poder para realizar milagres. O propósito dos milagres é bem explicado pelo contexto: para confirmar a palavra falada. Quando Elias e Eliseu introduziram a época de profecia do Velho Testamento, realizaram milagres. Quando Jesus e os apóstolos introduziram o evangelho, operaram vários sinais. Os milagres deles tinham o mesmo propósito: "...confirmando a palavra por meio de sinais..." (Marcos 16:20); "... a salvação, ... tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo..." (Hebreus 2:3-4). Quando Deus mandou pessoas com novas revelações, ele confirmou a palavra com sinais milagrosos.

 Eu nunca fui eloqüente! Moisés ainda não foi convencido (Êxodo 4:10). Mesmo depois de ver os sinais, ele tinha dúvida! Parece que ele não conseguiu entender que o mensageiro não é ninguém. É a mensagem que importa. Sobre esta desculpa de Moisés, podemos observar: Que não tinha base em fato. Estêvão, comentando sobre os primeiros anos da vida de Moisés, disse que ele "foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras" (Atos 7:22). Que não tinha importância. Mesmo se Moisés havia esquecido tudo que já aprendeu e não se achava eloqüente, foi o Senhor que fez a boca do homem (Êxodo 4:11). O mesmo Deus que concedeu dons miraculosos para Moisés, o mesmo que fez o universo, o mesmo que escolheu o povo de Israel e o mesmo que apareceu na sarça ardente fez a boca do homem. Deus controlaria a língua de Moisés para comunicar o que Ele queria.

Ainda hoje, os homens tendem a supervalorizar a eloqüência. Enfatizam a homilética ao invés de ensinar como estudar e entender as Escrituras Sagradas. Em muitos púlpitos, a embalagem se tornou mais importante do que o produto.

Paulo recusou valorizar a eloqüência acima do conteúdo: "Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus" (1 Coríntios 2:1-5).

Observamos a mesma coisa quando estudamos as qualificações de obreiros na igreja (presbíteros, diáconos, etc.). Deus quer homens com conhecimento que mostram obediência nas suas vidas (1 Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9; Atos 6:3). Os homens querem homens que têm sido formados em seminários e institutos de teologia. Vamos seguir a sabedoria de Deus ou a dos homens?

Envie aquele que hás de enviar, menos a mim! Pode ser que as primeiras "desculpas" de Moisés mostraram uma preocupação válida sobre sua própria capacidade. Assim, Deus respondeu a cada objeção que ele ofereceu. Mas, agora, ele ultrapassou o limite. Moisés não tinha mais motivo para recusar, mas ainda não queria assumir a grande responsabilidade de tirar o povo do Egito. Quando Moisés pediu que Deus enviasse outro, o Senhor se irou contra ele. Ele resumiu todas as outras respostas, dizendo que tinha o bordão, que Arão iria com ele, etc. e mandou que Moisés fosse.

É natural se sentir inadequado para as responsabilidades da vida. Muitos homens não se sentem capazes de ser bons maridos e pais. Muitas mulheres não querem assumir a grande responsabilidade de ser donas de casa e mães dedicadas. Muitos cristãos têm medo de ensinar a palavra de Deus, de corrigir um irmão ou de ajudar com os problemas dos outros. Mas, nem sempre dá para fugir! Às vezes, somos as pessoas indicadas para determinados trabalhos. O pai de família tem que protegê-la. A mãe de filhos tem que cuidar deles. Os pastores de igrejas têm que alimentar e proteger as ovelhas.

E se fugirmos da responsabilidade que Deus tem nos dado? A ira do Senhor se acendeu contra Moisés. Será que ele ficará contente conosco, se recusamos fazer a vontade Dele?

Conclusão: Moisés obedeceu! Depois de todas as desculpas, Moisés fez o que Deus pediu. Ele era um servo fiel na casa do Senhor (Hebreus 3:5), e ainda é um bom exemplo para nós. Às vezes, somos tentados a fugir de alguma responsabilidade. Daqui para frente, vamos procurar ser servos fiéis, fazendo tudo que Deus pede de nós. O poder não está em nós, porque realmente não somos ninguém. O poder está em Deus. Precisamos aprender o que o apóstolo Paulo aprendeu: "tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13).

As curas de hoje o que a Bíblia diz a respeito

As Curas de Hoje em Dia
O Que a Bíblia Ensina?

Muitas das diferentes religiões acreditam que Deus cura as pessoas hoje em dia de uma maneira especial. Tanto pelos espíritas quanto pelos católicos, pelos pentecostais, e pelas igrejas renovadas das denominações tradicionais, as pessoas estão sendo ensinadas que Deus as curará milagrosamente. Para alguns essa cura vem através da bênção especial de um ritual mágico; para outros, através da peregrinação a algum santuário; para outros ainda, através da imposição das mãos de alguém abençoado com um dom especial do Espírito Santo. O que a Bíblia ensina? Deus cura, hoje em dia? E se cura, como o faz?
Dois tipos de cura
Deus sempre se manifestou como aquele que cura seu povo. Através de Moisés, Deus prometeu curar os filhos de Israel e poupá-los das doenças dos egípcios (Êxodo 15:26; Deuteronômio 7:15). Davi louvou a Deus como aquele que cura todas as moléstias (Salmo 103:3). Provérbios ensina que a obediência ao Senhor dá saúde e longa vida (Provérbios 3:2,8; 4:22). No Novo Testamento também, João orou pela saúde e prosperidade de Gaio (3 João 2). Mas essas promessas tinham certas limitações: Essas promessas não imunizaram totalmente o povo de Deus contra a doença. Homens justos como Jó, Epafrodito e Trófimo adoeceram (Jó 2; Filipenses 2:25-30; 2 Timóteo 4:20). Não houve um tempo, desde o jardim do Éden, em que o povo de Deus teve completa liberdade das enfermidades. Tanto cristãos quanto incrédulos experimentam a doença e a morte. Essas promessas não foram garantias absolutas. Como regra geral, Deus abençoa os fiéis com uma vida mais prolongada e melhor saúde. Considere, por exemplo, a promessa de que aqueles que honram os pais viverão muito tempo (Êxodo 20:12; Efésios 6:1-3). Sabemos que, em geral, aqueles que honram os pais vivem mais. Mas isso não significa que todos que honram seus pais vivem até aos 80, nem que todos os que morrem cedo desonraram seus pais. Eclesiastes mostra claramente que a relação de um homem com Deus não pode ser determinada pela sua saúde ou pelas bênçãos físicas (Eclesiastes 9:1-3). Os amigos de Jó estavam certos de que a enfermidade dele fora causada por causa de sua desobediência; mas isto não era verdade. Os discípulos queriam saber quem teria pecado para causar a cegueira do homem. Jesus replicou que a cegueira não fora causada nem pelo seu pecado nem pelo de seus pais (João 9:1-4). A ênfase das Escrituras não está nas bênçãos físicas. O foco principal das promessas de Deus é espiritual. Estamos, freqüentemente, mais interessados nas promessas de bênçãos físicas, mas uma leitura séria do Novo Testamento nos mostra que o principal interesse de um cristão deve ser sua comunhão com Deus e seu lar eterno (veja Filipenses 3:20-21; Colossenses 3:1-4; Hebreus 11:13-16, 35-38).
Além do cuidado geral de Deus para com a saúde de seu povo, houve certas épocas nas quais Deus operou milagres especiais de curas. Através de Moisés, por exemplo, Deus tornou uma água amarga em doce, curou lepra e levantou uma serpente de bronze para curar mordeduras de cobras. Através de Elias e Eliseu, Deus curou lepra, ressuscitou mortos, etc. Através de Jesus Cristo e dos apóstolos, Deus curou os cegos, os coxos, os surdos e muitos outros. Os tempos extraordinários das curas milagrosas corresponderam às novas revelações que Deus estava dando ao povo. Os sinais que Moisés operou atestaram suas credenciais para apresentar a nova lei de Deus aos filhos de Israel. Os sinais de Elias e Eliseu deram o carimbo da aprovação de Deus ao trabalho dos profetas de revelar uma  outra maior porção da palavra de Deus. Os sinais de Cristo e dos apóstolos mostram que a revelação do Novo Testamento foi enviada por Deus.
Deus cura hoje em dia?
Sim, Deus cura seu povo através da oração, da providência e da ação de sua vontade, como ele sempre fez. Muitas vezes as pessoas glorificam médicos e remédios, quando Deus é aquele que deve receber o crédito. Todas as boas dádivas vêm de Deus e devemos sempre lembrar de dar a Ele a glória e o agradecimento (Tiago 1:17).
Mas será que Deus ainda cura da maneira especial e miraculosa como antigamente o fez? Será que Ele ainda dá poderes especiais de curas aos homens, como o fez a Moisés, a Elias e Eliseu, e a Jesus e aos apóstolos? Alguns responderão sim. Muitas igrejas e religiões reivindicam o poder de curar dessa maneira especial. Essas abrangem de diversas igrejas pentecostais (Deus é Amor, Assembléia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Igreja do Evangelho Quadrangular, Congregação Cristã no Brasil, etc.) aos ramos carismáticos das igrejas tradicionais, tais como a Católica e a Batista, e seitas como a de Cientista Cristão, até aos diversos grupos que compõem o espiritismo. Parece haver um impressionante arranjo de "evidência" para as supostas curas milagrosas nos dias atuais. A própria diversidade dessa evidência, contudo, deve levar-nos a reconsiderar. Estará, realmente, Deus operando sinais especiais e maravilhas em tantas diferentes, e mesmo contraditórias, igrejas e religiões? Na Bíblia, as curas especiais foram a maneira de Deus confirmar a nova revelação que ele estava dando através dos que curavam. É claro que Deus, que não se contradiz, não está confirmando todas estas mensagens conflitantes.
As muitas advertências contra os falsos sinais e maravilhas precisam ser examinadas. O diabo sempre simula as obras de Deus (examine Deuteronômio 13:1-5; 2 Coríntios 11:13-15; 2 Tessalonicenses 2:9-12; 2 Timóteo 3:13; Apocalipse 13:13-14; 16:13-14). E, também, o diabo é muito hábil em trabalhar através da religião (Mateus 7:15-23; 2 Coríntios 11:13-15; Colossenses 2). Portanto, a presença das supostas curas miraculosas na atualidade, as quais são totalmente diferentes das curas na Bíblia, não deve nos surpreender.
Diferenças entre as curas de hoje e as na Bíblia
Tipo. As curas especiais na Bíblia incluíam todos os tipos de moléstias. Jesus e os apóstolos podiam curar qualquer pessoa de qualquer doença ou enfermidade (Atos 5:15-16; Marcos 1:32-34; Mateus 4:23-24; 9:35). Cegos de nascença recebiam a visão imediatamente; coxos de nascença começavam a andar e saltar; lepra, mãos definhadas, orelhas cortadas e outros males perfeitamente visíveis eram curados diante dos próprios olhos daqueles que observavam (Atos 3:1-10; 4:22; João 9; Marcos 3:1-6; Mateus 8:1-4; Lucas 22:50-51). Ainda mais admirável era a ressurreição dos mortos (Lucas 7; João 11; Atos 9; 20). As curas de agora são diferentes. Os que fazem curas hoje em dia se especializam em dores de cabeça, dores lombares e outras enfermidades invisíveis. Sim! Algumas vezes ouvimos falar de um cego que recebeu sua vista ou de mortos sendo ressuscitados, mas nunca, ninguém, parece testemunhar esses eventos. Eles sempre ocorreram em outro tempo ou lugar e ninguém parece se lembrar exatamente de quando e onde. Sem dúvida, as "curas milagrosas" que você e eu vemos hoje são de uma natureza muito diferente dos milagres na Bíblia.
Maneira. As curas na Bíblia eram instantâneas. Não havia reação retardada. Os cegos recebiam sua vista na hora; os coxos começavam a andar, correr e saltar; a pele dos leprosos era purificada instantaneamente (Mateus 8:3; 12:13; Atos 3:7-8; João 9:7). As curas miraculosas foram sempre completas. Não havia curas parciais (Atos 3:16). A maneira de Jesus e dos apóstolos era simples. Não havia fanfarras; não havia nada encenado. Aqueles com a verdadeira capacidade de curar faziam seu trabalho calmamente, simples e completamente. Poderá alguém que testemunhou "curas", hoje, dizer que elas são feitas da mesma forma?
Freqüência. Nenhum dos que, hoje em dia, "curam" sempre têm êxito. Geralmente, atribuem a culpa pelos insucessos à falta de fé por parte dos que querem ser curados. Mas na Bíblia, aqueles que realmente tinham o poder de curar conseguiam seu intento. Há uma única exceção registrada (Mateus 17) e, nesse caso, o problema foi uma falta de fé por parte dos que pretendiam curar. Nem todos aqueles que recebiam as curas tinham fé; de fato, alguns que nem esperavam ser curados o foram (João 5; Atos 3). Deus nunca falha. Se houvesse, nestes dias, pessoas que verdadeiramente tivessem poderes especiais de Deus para curar, eles também não falhariam.
Propósito. Na Bíblia, os milagres e as curas eram sinais para confirmar a mensagem do homem que os operava. Deus autenticou cada nova mensagem com sinais (Hebreus 2:3-4; Marcos 16:20). Gerações posteriores tinham que confiar na mensagem escrita daqueles que demonstravam as credenciais para revelá-la (João 20:30-31). Há muitos textos que mostram que a mensagem do evangelho foi completamente revelada no primeiro século (João 16:13; Judas 3) e que não haveria revelação adicional (Gálatas 1:6-9). Considere esta ilustração: O Cristo ressuscitado foi visto por várias testemunhas que escreveram sobre o que viram. Hoje, não vemos Cristo; confiamos na evidência registrada por aqueles que o viram. Os aparecimentos de Cristo depois de sua ressurreição serviram precisamente ao mesmo propósito que as curas e milagres: para provar que ele é o Filho de Deus e que devemos confiar na mensagem do Novo Testamento. Não há mais razão para esperar que alguém terá poder para curar hoje em dia, do que pensar que Cristo reaparecerá nestes dias.
É também digno de nota que o propósito das curas na Bíblia nunca foi financeiro. Pura e simplesmente, nunca lemos sobre Jesus ou os apóstolos ou outros cristãos primitivos com capacidade para curar fazendo coletas daqueles que eles estavam curando. De fato, em relação a estas próprias coisas (curar os doentes, ressuscitar os mortos, limpar os leprosos e expelir demônios) Jesus disse que as dessem gratuitamente (Mateus 10:8). Somos também advertidos sobre os que "movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias" (2 Pedro 2:3).
Efeito. Quando homens tinham, verdadeiramente, poderes para curar, todos se maravilhavam e ficavam admirados com os resultados (Atos 3:9-11; Lucas 7:16-17). Até mesmo os inimigos do evangelho tinham que admitir que as curas realmente aconteciam (João 11:48; Atos 4:16). Afinal, como poderiam negá-las? Havia os mortos que Jesus tinha ressuscitado, os coxos que ele havia curado e os cegos que agora viam, dando testemunho visível do seu poder. Os inimigos do evangelho sempre tentaram se opor e desacreditar o ensinamento, mas nunca tentaram negar que as curas e os milagres realmente aconteceram. Às vezes, questionavam quando Jesus curava (por exemplo, no sábado) ou pelo poder de quem (por exemplo, do diabo, diziam eles) o fazia, mas nunca negavam a autenticidade dos milagres. Os que curam, atualmente, experimentam resultados que são muitíssimo diferentes. Porque as curas não são imediatas, nem completas, nem visíveis, muitos reconhecem que eles realmente não têm qualquer poder especial. Onde está o milagreiro de hoje que tenha entrado numa cidade e curado todos os doentes? Os efeitos são diferentes.
O Que Podemos Concluir?
Houve dois meios básicos pelos quais Deus curou: o meio normal, através da oração e da providência, e o meio miraculoso, para confirmar as novas revelações. Deus continua a curar pelo meio normal e, por esta razão, devemos orar pelos doentes e agradecer a Deus pela recuperação deles. Mas não há evidência de que alguém tenha, hoje, as aptidões especiais, que Jesus e os apóstolos tinham para curar os enfermos. Nem devemos esperar que tenha. A intenção de Deus era confirmar sua nova revelação, através dos seus mensageiros, dando a eles especiais poderes de cura; sua revelação está completa; portanto, ele não continuou a dar poderes especiais. Tais curas especiais não ocorrem em nossos dias.
Objeções
Hebreus 13:8. Aqueles que crêem que Deus continua dando, hoje, poderes especiais de cura aos homens usam vários argumentos para apoiar essa idéia. Por exemplo, Hebreus 13:8 afirma que Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Há pessoas que usam esse texto para dizer que, se curas especiais e maravilhas aconteceram no primeiro século, o mesmo deve acontecer hoje em dia. Mas esse texto não diz que Jesus faz exatamente as mesmas coisas em todas as eras, nem que sua vontade é sempre a mesma. Hoje, os homens confessam pecados, enlutam-se, casam-se. Mas não farão assim para sempre. No céu não há confissão de pecados, luto ou casamento. No Velho Testamento não havia batismo pelo Espírito Santo ou o falar em línguas. Jesus é o mesmo. Mas sua obra mudou. No primeiro século, livros foram acrescentados à Bíblia, houve apóstolos vivos e Cristo apareceu na terra em forma humana. Hoje não. O fato de que Jesus nunca muda não significa que ele sempre dê aos homens os mesmos poderes ou aja sempre do mesmo modo. Há um certo progresso no procedimento de Deus para com os homens. Passo a passo ele executa seu plano. Conforme o plano é cumprido e a maturidade é atingida, certas coisas necessariamente mudam (1 Coríntios 13:11).
 Marcos 16:17-18. Marcos 16:17-18 é usado, às vezes, para ensinar que todos os crentes serão capazes de operar curas, expelir demônios e falar em línguas. É interessante que poucos são os que afirmam, que todos os crentes podem beber veneno ou pegar em serpentes, ainda que essas coisas sejam mencionadas na mesma passagem. É importante analisar cuidadosamente o contexto desta promessa. Jesus estava falando aos apóstolos e prometeu que esses sinais acompanhariam os crentes. Ele não disse que todos os crentes, nem mesmo naquela época, poderiam operar sinais. Marcos 16:20 afirma que essa promessa já havia sido cumprida: "E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam." A pregação, mencionada em Marcos 16, com os sinais que a confirmariam já aconteceu. Se há mais sinais, hoje, pelo menos esse texto não está afirmando nada a respeito.
João 14:12. Alguns se valem de João 14:12 para tentar provar que as curas milagrosas continuam ainda hoje. Essa passagem ensina que discípulos de Cristo farão obras maiores do que ele fez. O significado é que, depois da morte e da ressurreição de Jesus, seus seguidores pregariam a mensagem da salvação e ofereceriam, realmente, o perdão dos pecados pelo sangue de Cristo. Eles fariam uma obra maior por causa da expiação proporcionada pela morte de Jesus. Muitos deturpam esse texto para dizer que os crentes operarão milagres maiores. Mas como? Eles mudarão mais água em vinho, alimentarão uma multidão maior com menos pães e peixes, acalmarão tempestades mais violentas, ressuscitarão mais pessoas mortas? Seria difícil realizar maiores milagres do que Jesus. Esse texto está falando da salvação que poderia ser proporcionada depois da morte e ressurreição de Cristo.
Testemunhos. Finalmente, alguns se voltam para o testemunho das "curas" especiais nos dias atuais. Ou foram curados ou viram alguém curado, ou ouviram sobre alguém que foi curado. Mas há problemas com isso. Deus cura hoje. Ele não cura da maneira miraculosa como o fez no primeiro século, mas cura. Ele não dá aos homens, nos dias atuais, poderes especiais de cura. Deus pode curar através de sua providência e ao mesmo tempo um dos que "curam" pode começar a exercer sua arte. As pessoas dão o crédito ao "milagreiro", quando na realidade foi a providência de Deus que curou. Muitas enfermidades são grandemente afetadas pela mente. Se alguém pensa que foi curado, muitas vezes se sentirá melhor. Por essa razão, diversas "curas" ocorrem numa atmosfera emocionalmente carregada, com muitos na expectativa de receber uma cura. Raramente os que dizem que curam, hoje em dia, vão a lugares públicos e realizam tal ato; a maioria das "curas" ocorre em edifícios de igrejas ou lares. Jesus, ao contrário, curava em qualquer situação, até mesmo enquanto caminhava rua abaixo. Não há evidência de homens, hoje, curando como Jesus e os apóstolos curavam. Todos ouviram falar de algum lugar afastado onde uma pessoa morta foi ressuscitada, um leproso limpo, ou uma pessoa cega recebeu sua visão. Mas quem realmente experimentou esses fenômenos? Se Deus ainda cura hoje em dia do mesmo modo que no passado, por que são quase todas as curas invisíveis? Por que os milagres notáveis sempre ocorrem em algum lugar distante?
Conclusão
Deus continua a curar em nosso tempo, porém não mais concede aos homens capacidade especial para curar. Há diferenças radicais entre as curas verdadeiramente milagrosas do primeiro século e as alegações de curas hoje. Temos a revelação completa e confirmada do evangelho; portanto, Deus descontinuou seu uso das curas especiais. As curas de Deus, agora, são através da oração e da providência, e não através de sinais miraculosos.

sábado, 30 de julho de 2011

Aperfeiçoando os Santos

Aperfeiçoando os Santos

O propósito de Deus ao criar todas as coisas era ter um povo para si, que fosse santo e inculpável (Efésios 1:4; 5:25-27); que fosse feito à imagem de seu Filho (Romanos 8:29).  Deus utiliza a "reconciliação" para realizar esta meta no homem caído (2 Coríntios 5:17-21).  Efésios 4:1-16 é um dos trechos das Escrituras que define mais nitidamente esse processo.  Deus tomou judeus e gentios e criou nele mesmo "um novo homem . . . em justiça e retidão procedentes da verdade . . . para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2:15-16; 4:24; 2:10).  Somos admoestados a manter a unidade do "novo homem" (Efésios 4:1-6).

A graça é dada segundo a medida do dom de Cristo, quando ele levou "cativo o cativeiro" e "concedeu dons aos homens" (Efésios 4:7-10).  Esses dons que ele deu são os de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre, para o aperfeiçoamento dos santos (Efésios 4:11-12).  Os remidos devem crescer "à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo".  Isso ocorre "seguindo a verdade em amor", para que "cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo".  O corpo deve estar entrelaçado a fim de contribuir para a edificação do todo (Efésios 4:13-16).

Apóstolo e profeta são dons de Cristo para revelar a mente de Deus, para que sejamos "co-participantes da natureza divina" (2 Pedro 1:3-4).  O evangelista "conta as boas novas"; o pastor apascenta o rebanho; o mestre é todo aquele que também partilha de falar a verdade em amor.  Cada um desempenha um papel vital para formar Cristo nos santos.  A obra dos apóstolos e dos profetas inspirados está completa; temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2:16).  Mas a obra dos demais continua à medida que continua, em cada um de nós, o processo de aperfeiçoar os santos.  Nem mesmo Paulo era ainda "perfeito".  Ele aplicava-se em direção ao alvo, para obter o prêmio.  Devemos andar debaixo do mesmo mandamento (Filipenses 3:12-16).  O alvo é chegar à "medida da estatura da plenitude de Cristo"; o prêmio é a transformação do corpo da nossa humilhação para que se assemelhe ao corpo da glória de Cristo (Filipenses 3:20-21), a redenção do corpo (Romanos 8:23-25).  Cada um dos dons de Cristo destina-se a esse objetivo; devemos fazer uso deles para nosso crescimento e para auxiliar outras pessoas.

Todos devem ser "evangelistas" até certo ponto.  Os discípulos perseguidos iam a toda parte "pregando [evangelizando] a palavra" (Atos 8:4).  Quem "fala das boas novas" evangeliza, até mesmo aquela irmã que se senta na mesa da cozinha compartilhando a mensagem com a vizinha ao lado.  Ela tem a restrição de não poder ter autoridade sobre o homem, mas não está impedida de compartilhar as boas novas dentro desse papel funcional.  Todos devemos contar a história de Cristo.

Os pastores são dons de Cristo para apascentar o rebanho dele.  Eles são homens no "rebanho de Deus que há entre" nós que atingiram um caráter espiritual maduro (que chamamos qualificações), a fim de "governar" (liderar, estar à frente, persuadir, Hebreus 13:7, 17).  Sendo homens de qualidade no caráter, servem de exemplo para o rebanho (1 Pedro 5:3).  Sendo capazes de ensinar, podem persuadir e convencer pela sabedoria de Deus (Tito 1:9).

Os santos precisam de homens sábios para guiá-los ("presbítero" refere-se a essa pessoa madura); precisam de homens justos que os influencie ("imitai a fé que tiveram"); precisam de homens prestativos que cuidem de suas almas ("pastor" e "supervisor" sugerem isso).  O retrato que o Novo Testamento apresenta desses homens e o trabalho deles dizem respeito a homens que cuidam tanto da alma dos santos, que desejam a oportunidade de ajudar outras pessoas a crescer espiritualmente.  Representa homens com profundo desejo espiritual de servir e que já estão buscando realizar isso; homens que já se ocupam de edificar o corpo e estão limitados somente pela oportunidade que vem com a ordenação.  Deus quer homens, sim, os santos precisam de homens dispostos a dar a energia, o tempo, o amor e as lágrimas; homens que estejam dispostos dia e noite, em público e de casa em casa; homens que não reterão nada que seja proveitoso, mas declararão todo o conselho de Deus.  O que Paulo tinha estado fazendo em Éfeso enquanto esteve lá deve ser agora a tarefa dos bispos (Atos 20:17-35).  Se um homem não ama a alma dos santos, que não se intrometa no papel do presbítero; não passará de um mercenário e corromperá o sistema de Deus.  Atente para as advertências aos pastores de Deus em Ezequiel 34:11-24.

Todos devemos ser mestres.  Sempre há alguém para ajudarmos compartilhando com ele o que sabemos sobre a vontade de Deus.  Falemos todos a verdade em amor, para que cresçamos nele, que é o Cabeça.  A obra da redenção não termina até que todos não mais sejam "meninos, agitados de um lado para outro", por qualquer "vento de doutrina" ou "artimanha" (Efésios 4:11-16 e 1 Tessalonicenses 5:12-15).  1 Coríntios 12:12-27 e Romanos 12:3-8 retratam um corpo (organismo vivo) que se mantém sob o comando de Cristo, sua cabeça.  O objetivo: que "Cristo se forme" em nós (Gálatas 4:19).

A insanidade do pecado

A insanidade do pecado

“Depois de haver consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar os porcos. Ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (Lucas 15:14-19).
Como é significativo em sua história do filho pródigo o uso que Jesus faz da expressão: “ele caiu em si”. O rapaz tinha literalmente estado “fora de si” em seus esforços para fugir de seu pai tão cuidadoso! Foi a vontade própria e não a sanidade que o levou para o país distante. Intoxicado pelo pensamento de liberdade absoluta, ele fugiu do amor e da sabedoria de seu pai. Ele não estava correndo para alguma coisa, mas correndo de alguma coisa e, assim fazendo, superestimou demais sua própria capacidade. Foi uma aventura insana que acabou custando-lhe muito caro. No entanto, isso já era totalmente previsível.
O mesmo pode ser dito de nós quando nos dispomos a nos afastar de Deus e de suas “onerosas” restrições. O pecado não tem sentido. Um homem não pode vencer numa guerra com Deus. Não podemos encontrar felicidade tentando tornar-nos algo para o que Deus não nos fez. É loucura tentar. O pensamento que somos poderosos e sábios bastante para nos recriarmos numa imagem de nossa própria escolha tem sido o auge tanto da arrogância como da loucura.
Durante algum tempo, ainda que longo, o pródigo suportou a degradação da pocilga. Talvez ele tentasse convencer-se de que era apenas um revés temporário e que aqueles porcos não fediam realmente tanto quanto pareciam. Mas qualquer esperança de que algum dos seus “amigos de farras” o livraria desvaneceu-se rapidamente (“ninguém lhe dava nada”). Seu empregador, um homem duro e indelicado, tendo mais preocupação com seus porcos do que com seus trabalhadores, também era um beco sem saída. E logo ficou claro que alguém tão faminto que estava pronto a comer forragem de porco não estava em posição de salvar-se. O jovem ambicioso que tinha saído para deixar sua marca no mundo agora estava totalmente sem socorro. Ele tinha chegado ao fim das suas forças e ao fundo do poço.
A realidade tem um modo de se levantar e esbofetear o nosso rosto, e a maioria de nós tem que ser esbofeteada com força antes que descartemos nossas ilusões e comecemos a ver o óbvio. O pródigo primeiro enfrentou o fato prático que os trabalhadores braçais de seu pai estavam comendo melhor do que ele. Ele então enfrentou a verdade maior: que tinha tratado com desprezo seu pai que verdadeiramente o amava. Foi esta última compreensão e não a primeira que por fim o modificou. Pode-se imaginar as lágrimas correndo enquanto ele se debatia completamente com o que tinha feito. O fato de ter acabado com toda a sua herança e se reduzido à mais ínfima degradação era a menor das suas loucuras. A injusta aflição e angústia que ele tinha causado a seu pai era o verdadeiro crime. Tocado pela aflição e sem culpar ninguém, a não ser a si mesmo, ele resolveu ir a seu pai, confessar seu pecado, declarar sua indignidade e pedir um trabalho como um trabalhador braçal. O orgulho estava abatido. A humilhação virou humildade.
Alguns incrédulos poderiam argumentar que o rapaz só fez o que tinha que fazer em suas circunstâncias, mas isso não é verdade. Ele tinha outras opções. Ele poderia ter endurecido, roubado, vendido um porco escondido, e ter posto a culpa de suas dificuldades em alguma outra pessoa: seu pai, seus amigos, seu patrão. Isso é feito sempre. Ele agiu bem em não fazer isso. É duro encarar nossa própria loucura, mas é insanidade não fazê-lo. Nós, também, podemos escolher ignorar a realidade, fugir da culpa, zangar-se contra Deus ou outras pessoas mas o pecado é um feitor duro e não haverá misericórdia. “O caminho dos pérfidos é intransitável” (Provérbios 13:15). O duramente ganho “salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). “Para os perversos, todavia, não há paz, diz o Senhor” (Isaías 48:22).
Este mundo é um asilo de loucos onde homens e mulheres estão iludidos buscando escapar da realidade de Deus e de sua própria natureza (Romanos 1:21-22). Aqueles que despertam em penitência, de coração contrito, para servir humildemente e glorificar seu Criador são os que voltaram aos seus sentidos.

A igreja do Senhor como se chama?

A Igreja do Senhor: Como se Chama?

Quando aprendemos sobre a importância de seguir a Jesus Cristo, sem defender nenhuma denominação ou placa humana, pessoas freqüentemente perguntam sobre o “nome” da igreja. Qual igreja ou qual ministério segue a Jesus Cristo sem tradições ou doutrinas humanas? Se eu quiser ser discípulo de Jesus Cristo, devo fazer parte de qual igreja?
Muitas pessoas se surpreendem em aprender que a igreja do Senhor não tem nome exclusivo. Achamos nas Escrituras Sagradas diversas descrições da igreja, mas nenhum nome próprio e exclusivo. Podemos usar quaisquer dessas descrições, mas não temos direito de promover ou defender nenhum nome como a maneira certa e única de identificar a igreja. Qualquer pessoa que faz isso estaria falando o que Jesus não falou, e assim acrescentando à palavra que Deus revelou.
O que aprendemos das Escrituras sobre maneiras de descrever a igreja?
A Igreja de Quem?
Muitas passagens falam simplesmente da igreja (ekklesia, os chamados para fora, assembléia), às vezes identificando o local onde se reunia um grupo de cristãos. Então, podemos nos referir à igreja simplesmente assim, como “a igreja” (Atos 8:1; 9:31; Romanos 16:1).
Freqüentemente, as descrições na Bíblia Sagrada mostram o relacionamento que existe entre o Senhor e a sua igreja. Ela pertence a Deus; por isso, é a igreja de Deus (Atos 20:28; 1 Coríntios 1:2; 10:32; Gálatas 1:13; 1 Timóteo 3:5,15). Jesus Cristo derramou seu sangue para comprar a igreja; portanto, Paulo falou das igrejas de Cristo (Romanos 16:16), e Jesus falou de sua própria igreja (Mateus 16:18). Os discípulos de Jesus são herdeiros abençoados; então, coletivamente são a igreja dos primogênitos (Hebreus 12:22-23).
O Corpo de Cristo
A igreja é descrita, também, como o corpo de Cristo (Colossenses 1:24; Efésios 1:22-23; 4:12). Nesta figura, Jesus é a cabeça (Efésios 5:23; Colossenses 1:18), e os cristãos são os membros do corpo (Romanos 12:4-5; 1 Coríntios 12:12-27; Efésios 3:6; 4:16; 5:30). A imagem do corpo enfatiza os diversos papéis dos membros, e a dependência e submissão de todos a Jesus Cristo.
O Reino de Deus
O Novo Testamento fala repetidamente do reino de Deus ou do reino dos céus, que foi um dos temas principais da pregação de João Batista (Mateus 3:2), de Jesus Cristo (Mateus 4:17), e dos apóstolos e outros pregadores na igreja primitiva (Atos 8:12; 19:8; 20:25; 28:23,31). Enquanto a palavra “igreja” enfatiza o povo, o termo “reino” destaca a autoridade do rei (1 Coríntios 4:20; Hebreus 1:8; 12:28-29; Mateus 28:18-20; Apocalipse 12:10).
O reino de Jesus Cristo não é deste mundo (João 18:36). É superior aos reinos humanos (Daniel 2:44-45; Isaías 2:2), pois Jesus é “o Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Apocalipse 17:14). Ao invés de ser uma entidade política e mundana, é um reino espiritual fundado no santo caráter de Deus (Romanos 14:17-18). O caráter do rei e do reino define, também, as qualidades dos súditos. Entramos no reino por um processo de transformação (Colossenses 1:13). Como servos do rei espiritual, temos de desenvolver as características espirituais do nosso Senhor (Tiago 2:5). Neste reino, são valorizadas qualidades como humildade, inocência (Marcos 10:14-15) e santidade (1 Coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21; Hebreus 12:14).
A Casa de Deus
A igreja (não um prédio!) é a casa de Deus (1 Timóteo 3:15). Ela é o santuário e habitação do Senhor (Efésios 2:21-22). É uma casa espiritual (1 Pedro 2:5). Deus habita e mantém comunhão com aqueles que fazem a vontade Dele (João 14:23; Apocalipse 3:20).
O Rebanho de Deus
A igreja é o rebanho de Deus (Atos 20:28). Jesus é o bom pastor que deu a vida pelas ovelhas (João 10:11). Elas ouvem a voz de Jesus e o seguem para receber a vida eterna (João 10:27-28). Os bispos ou presbíteros têm a responsabilidade de pastorear o rebanho local segundo as ordens do Supremo Pastor (Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-4).
Como a Bíblia Descreve os Indivíduos que Seguem a Cristo?
As descrições acima são termos coletivos – identificam um conjunto. A igreja é composta de pessoas que saíram do pecado para servir a Jesus Cristo. Agora, consideremos alguns termos usados nas Escrituras Sagradas para descrever os seguidores de Cristo individualmente:
Discípulos (Atos 6:1-2,7) significa aprendiz ou aluno. O discípulo ouve os ensinamentos e segue o exemplo do seu mestre. “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre” (Lucas 6:40).
Irmãos (Atos 6:3; 15:1,23,32,33; Filipenses 4:21; Colossenses 1:2) descreve a relação familiar dos filhos do mesmo Pai. “Seja constante o amor fraternal” (Hebreus 13:1).
Santos (1 Coríntios 1:2; Filipenses 1:1; 4:21,22; Colossenses 1:2) identifica o caráter de pessoas santificadas pelo sangue de Jesus Cristo. Na Bíblia Sagrada, este termo não é limitado aos mortos. Deve ser uma descrição verdadeira dos cristãos vivos. “segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1 Pedro 1:15).
Cristãos (Atos 11:26; 26:28; 1 Pedro 4:16) é uma descrição que aparece apenas três vezes no Novo Testamento, mas descreve bem a relação especial dos discípulos com seu Senhor e Salvador. “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11:26).
Fiéis (Efésios 1:1; 1 Timóteo 4:3,12; Apocalipse 17:14) e Crentes (Atos 5:14; 1 Tessalonicenses 1:7) vêm da mesma raiz grega, e significam pessoas que acreditam e confiam (em Deus) e que são verdadeiras. “E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (Atos 5:14).
Pedras que vivem (1 Pedro 2:5) é uma frase que destaca a nossa posição na casa de Deus, construída sobre Jesus Cristo, a pedra de esquina. “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5).
Concidadãos dos santos (Efésios 2:19) enfatiza a inclusão de pessoas, anteriormente afastadas de Deus, na família do Senhor. “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Efésios 2:19).
Membros do corpo de Cristo e da família de Deus (1 Coríntios 12:27; Efésios 2:19) é uma expressão que mostra a interdependência dos fiéis, e a dependência de todos em Cristo, a cabeça do corpo. “Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (Romanos 12:5).
Nomes humanos causam divisões
Sabemos que Jesus Cristo, vivendo como judeu na Palestina a mais de 2.000 anos atrás, teve oportunidade de participar de qualquer das várias seitas que existiam na época. Mas não há nenhum registro de ele ter se ingressado em qualquer uma delas. Ele simplesmente fazia a vontade do Pai, sem seguir as tradições e doutrinas humanas. Procurava e andava com pessoas que compartilhavam o seu desejo de honrar a Deus. Todos que observaram e ouviram Jesus ficaram admirados com a postura “radical” Dele.
Durante sua vida aqui na Terra, Jesus prometeu edificar a sua igreja (Mateus 16:18), e ensinou os seus discípulos a seguirem o ensinamento e o exemplo Dele. Nós, hoje, devemos fazer como Ele fazia e ensinava. Devemos buscar o conhecimento da vontade de Deus e obedecê-lo para honrar o nosso Criador e Redentor. Apesar da influência forte das muitas denominações, com suas próprias tradições e doutrinas, devemos ser simplesmente cristãos, seguidores do nosso Salvador. Pelo nosso desejo de servir a Deus, rejeitaremos as tendências de criar e manter igrejas humanas – grupos que honram homens e defendem doutrinas humanas. Certamente as diversas igrejas hoje com suas placas destacando fundadores, tradições doutrinárias e ministérios criados por homens não dão a devida honra ao verdadeiro Senhor e Salvador.
Como podemos servir ao Senhor sem participar da confusão das denominações? Como podemos evitar as divisões que acontecem quando os homens são elevados a posições de honra? O apostolo Paulo falou do mesmo problema quando escreveu aos coríntios: “Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:12-13). Nomes humanos e destaque impróprio dado aos homens criam divisões.
Para evitar tais divisões, devemos seguir o único Salvador (Atos 4:12) e Mediador (1 Timóteo 2:5). Devemos estudar a mesma palavra de Deus para que possamos falar e pensar a mesma coisa (1 Coríntios 1:10). Seguir a Jesus Cristo exige esforço, mas certamente vale a pena (Hebreus 11:6; Mateus 7:13-14).
Tenhamos coragem para rejeitar tradições, doutrinas, práticas e nomes humanos para honrar o nosso Criador e Salvador.

A edificação da Igreja do Senhor - Parte 2

A edificação da igreja do Senhor
Construa, respeitando a autonomia congregacional
Deus comprou um povo para si. Aqueles redimidos compõem "a igreja" (no grego, ekklesia, literalmente "os chamados", tendo o sentido no Novo Testamento de uma "assembléia"), " o corpo de Cristo" (Efésios 4:4; 1:22-23). Todos esses foram batizados em um só corpo (1 Coríntios 12:13). Este é um uso universal da palavra "igreja", incluindo todos os salvos. A "assembléia" vista aqui é espiritual, tratando principalmente a relação de Deus com o povo salvo.
A palavra "igreja" (veja definição acima) é também empregada para se referir às "assembléias" locais ou "congregações" do povo de Deus (1 Coríntios 1:1-2; Romanos 16:16). Neste nível, os santos têm que combinar suas energias e recursos em esforços coletivos e reunirem-se (literalmente) para adorar a Deus e fortalecer um ao outro (1 Coríntios 16:1-2; 11:20; Hebreus 10:24-25). Deus não deu nenhuma tarefa coletiva como esta ao "corpo de Cristo" como um todo, à igreja no sentido universal.
É o ponto sustentado neste estudo que as igrejas locais que pertencem a Cristo têm que ser autônomas (isto é, independentes). Paulo e Silas, na volta de uma viagem evangelística, ajudaram na escolha de presbíteros (ou bispos, supervisores; compare Atos 20:17,28) em cada igreja (Atos 14:23). O trabalho de supervisão pelos presbíteros é limitado a cuidar do "rebanho de Deus que há entre vós" (1 Pedro 5:2). O Espírito Santo não expressa nenhum plano para a supervisão além da igreja local.
Note também que a coleta e uso dos recursos financeiros pelas igrejas nas Escrituras sugerem igrejas "autônomas" e "independentes". 1 Coríntios 16:1-3 indica que cada igreja tinha um "tesouro" independente. Até mesmo quando as igrejas enviaram ajuda para as necessidades dos santos em outros lugares, essas igrejas escolheram mensageiros para carregarem os fundos para os recebedores pretendidos (1 Coríntios 16:1-3; 2 Coríntios 8:19,23), assim mantendo sua intenção de controlar os fundos até que fossem utilizados para um propósito autorizado. Nenhum tesouro de "várias igrejas", sob a supervisão de uma "diretoria" ou uma "mesa de presbíteros" foi autorizado no Novo Testamento. Se tais situações tivessem existido, seria bem difícil afirmar que as igrejas de Deus deveriam ser "independentes" e "autônomas".
Há quem se sinta frustrado por tal arranjo. A sabedoria humana pode parecer mostrar que muito mais poderia ser conseguido se não fôssemos tão "limitados" no exercício de nosso engenho. A mente do homem tem meios e modos próprios (relembre Jeremias 10:23; Isaías 55:8-9; Provérbios 14:12). Qualquer trabalho que uma igreja possa buscar que não esteja autorizado por Deus nem é digno de ser realizado!
Se a "autonomia congregacional" é um princípio bíblico válido, e creio que é, então as igrejas não têm nenhum direito para estabelecer, patrocinar, ou supervisionar outras igrejas, mesmo com nobres propósitos. Uma nova igreja pode parecer fraca e inadequada para sua tarefa, mas precisamos entender que a tarefa dessa igreja é realizar a vontade de Deus de acordo com sua capacidade, e as outras apenas atrapalham quando violam o princípio da independência mostrado na Nova Aliança.
Mas alguns podem afirmar que os presbíteros (ou outros "dirigentes") de uma grande, bem-sucedida igreja podem ser capazes de fazer uma pequena igreja crescer se eles pudessem apenas ter a condução dos trabalhos da igreja pequena. O mundo dos negócios dará exemplos de companhias em dificuldade que prosperaram depois que os executivos de uma corporação bem-sucedida tomaram as rédeas. O que podemos deixar de ver nesta comparação é que a companhia recém-revitalizada teve que renunciar a sua autonomia e independência, para que essa meta fosse atingida. As sementes da estrutura das denominações podem ser encontradas nas igrejas (ou seus "dirigentes") supervisionando outras igrejas.
É, também, possível violar o princípio de "autonomia congregacional" com modos menos óbvios. Uma igreja pode exercer influência indevida sobre outra igreja ao "colocá-la na obrigação", financeiramente ou de outro modo, e então esperando que os desejos da igreja "doadora" sejam cumpridos. A coerção de tipo político, do mesmo modo, não se ajusta bem com o plano de Deus e não se deverá submeter a ela.
Por outro lado, a fé em Deus exige que percebamos que podemos funcionar como Deus autorizou. A igreja (universal) pode fazer sua obra, através dos santos em qualquer parte que caminham pela fé (Efésios 4:16). As igrejas locais podem honrar o princípio da "autonomia congregacional", evitando os constrangimentos dos indivíduos ou instituições carnais. Podemos  fazer isso e ainda assim "construir".

Minizinha

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